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Cientistas querem aprisionar espécie ameaçada para reprodução induzida

Compartilhe:     |  27 de dezembro de 2018

O gato selvagem escocês está à beira da extinção. Cientistas sugerem reunir indivíduos restantes em cativeiro para reprodução induzida.

Cientistas da Escócia vieram com uma sugestão nada agradável para salvar o gato selvagem escocês da extinção. Propostas que envolvem a captura de gatos em seu habitat para mantê-los cativos em centros de reprodução e parques de safári, segundo eles, são “o único jeito de salvar a espécie”.

O esquema requer ainda a aprovação dos ministros e do Patrimônio Natural Escocês, a agência governamental encarregada de proteger a vida selvagem nativa.

O gato selvagem escocês enfrentou o perigo e a ameaça de caçadores durante centenas de anos na Europa, o que fez a população declinar gravemente, até entrar em risco de extinção. Estima-se que haja de 35 a 400 indivíduos puros da espécie restantes na natureza, e eles são considerados um dos mamíferos mais ameaçados da Grã Bretanha.

Sir John Lister-Kaye, um naturalista escocês, disse que os habitats da espécie diminuíram drasticamente porque as plantações agrícolas e florestais comerciais tomaram seu espaço, liquidando sua fonte de alimentação. Isso os obriga a instalarem-se mais perto de fazendas e aldeias, onde eles são mais propensos a cruzar com gatos domésticos e gatos selvagens de outras espécies.

Wildcat Haven, uma organização de proteção à espécie, afirma que a castração e a vacinação dos gatos domésticos são a única maneira de salvar o gato selvagem escocês, e que a reprodução induzida em cativeiro não é nem um pouco viável ou sadia, pois causaria, entre outras coisas, um nível inaceitável de mortalidade.



Fonte: ANDA - Yasmin Ribeiro



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