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Cientistas querem construir Arca de Noé microbiana de bactérias benéficas

Compartilhe:     |  21 de junho de 2020

Cientistas portugueses estão propondo a criação de uma “Arca de Noé microbiana”, similar ao Depósito Global de Sementes de Svalbard, na Noruega, um repositório mundial de plantas que possam ser semeadas no futuro.

A professora Maria Glória Bello, do Instituto Gulbenkian de Ciência, já congregou colegas de instituições de vários países para começar a construir um projeto-piloto, que deverá ser erguido na Noruega ou na Suíça.

Segundo ela, são muitos os estudos por todo o mundo que têm avaliado o impacto do ambiente, da alimentação e do consumo de antibióticos na perda massiva de diversidade do microbioma humano e os efeitos negativos que isso representa para a saúde humana. O microbioma humano são os trilhões de organismos microscópicos que vivem no nosso corpo e que contribuem para a saúde de inúmeras maneiras.

A ideia do recém-lançado Microbiota Vault é a de preservar esses microrganismos benéficos, para que eles possam ser preservados, replicados e, se necessário, reintroduzidos no corpo humano para proteger a saúde das gerações futuras.

Uma empresa independente na Suíça foi contratada em 2019 para realizar um estudo de viabilidade técnica e econômica da iniciativa. Com os resultados positivos dessa análise, o esforço agora é agregar mais parceiros. Para o sucesso deste projeto será necessário um esforço internacional, incluindo financiamento significativo, para reunir e armazenar os micróbios num repositório mundial.

Além da coleta das amostras, a iniciativa Microbiota Vault também envolve uma rede de coleções regionais de países com povos tradicionais, incluindo o Brasil, que até agora demonstraram possuir microbiotas com uma elevada diversidade, devido em parte às dietas naturais ricas em vegetais e fibras.



Fonte: Inovação Tecnológica



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