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Cientistas vislumbram a existência de transtornos do espectro autista em cachorros

Compartilhe:     |  11 de novembro de 2019

Os cães são os mais antigos animais domesticados pelo homem. Companheiros de longa data, eles compartilham alguns genes em comum com a nossa espécie e desenvolveram habilidades únicas de comunicação com a gente. Mas alguns trechos do DNA que tanto facilitam a interação com os donos podem ter trazido problemas para eles. Pesquisadores da Universidade Linköping, na Suécia, suspeitam que cachorros também apresentam transtornos sociais e do espectro autista.

Os estudiosos estavam investigando as modificações genéticas nos animais após milênios de convivência quando identificaram certos genes ligados à comunicação tanto no DNA humano como no canino.

“Esses mesmos genes presentes nos cães parecem ser os responsáveis, nos seres humanos, pelo transtorno do espectro autista”, relata Per Jensen, o líder do trabalho.

Testes comportamentais com cachorros corroboraram a tese de que existe uma grande possibilidade de os bichos apresentarem algo semelhante ao distúrbio que afeta a socialização.

Bichos e genes testados

No estudo sueco, os cães eram instruídos a abrir uma tampa. Em seguida, a peça era presa e os animais não conseguiam deslocá-la, tendo de pedir ajuda humana. Mas alguns insistiam na tarefa impossível, sem se comunicar com as pessoas. Análises no DNA deles apontaram alterações em genes associados ao autismo em humanos.

Sinais do autismo canino

Persistência: o cão tem comportamentos obsessivos, como ficar tentando abrir uma tampa, apesar de estar fechada.

Introspecção: o animal evita contato visual e físico com seres humanos e reluta em se comunicar.



Fonte: Saúde - Silvia Lisboa e Stéfani Fontanive



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