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Cirurgião russo lucra R$7 mi por ano colaborando com a morte de elefantes, leões e rinocerontes

Compartilhe:     |  15 de setembro de 2018

George Ragozin, conhecido como “louco russo” por seus clientes, afirmou lucrar cerca de R$ 7 milhões ao ano oferecendo a turistas pacotes de viagens que incluem – ao lado de acomodações, comida, cerveja, vinho e um serviço diário de lavagem – a caça de animais selvagens ameaçados de extinção.

Os pacotes variam entre R$ 27 mil para um safári de dez dias para a caça de gnus e zebras, R$ 114 mil para a caça de leões e leoas e R$ 185 mil referentes a quinze dias para o que apelidou de “isca de leopardo”. Entre os mais caros está o de cinco dias para caçar rinocerontes brancos ou filhotes de elefantes, e custa cerca de R$ 300 mil. Ele ainda oferece uma viagem de sete dias para perseguir e matar um rinoceronte negro – de espécie criticamente ameaçada – por R$ 2,3 milhões.

Dentro dos custos não estão incluídos o fretamento de aviões, nem mesmo a compra ou aluguel de armas de fogo e munição. Nem mesmo cobra o envio dos “troféus” (como são chamadas as carcaças dos animais) ou a gorjeta de sua equipe. De acordo com o jornal britânico Daily Mail, Ragozin alega que, mesmo cobrando esta fortuna, suas viagens estão lotadas até 2020. No site, esta colocação é reforçada pelas dezenas de imagens de clientes anteriores exibem suas mortes com sorrisos estampando seus rostos.

A história de Ragozin ganhou os holofotes quando, recentemente, um crítico afirmou que ele estava tentando encorajar crianças a caçar. É que algumas fotos publicadas online mostram o ex-estudante de medicina ao lado de suas duas filhas – Ksenia, de 20 anos, e Dana, de 19 – quando ainda crianças, ao lado de carcaças de animais que tinham acabado de ser mortos.

Além disso, um vídeo também foi divulgado, mostrando-o em um safari na África do Sul. Um gato selvagem caracal é baleado de uma árvore e um gnu azul é assassinado. Ele insiste que suas expedições na África do Sul – onde ele está baseado – juntamente com safaris no Zimbábue, Moçambique, Burkina Faso e Namíbia – são todas licenciadas e legais.

Infelizmente, Ragozin tem adeptos leais não apenas entre os russos, mas também entre americanos, alemães, espanhóis, eslovacos e eslovenos. Ele é uma lenda que é amada, respeitada e admirada em todo o mundo da caça. Estrangeiros chamam-no de “russo maluco”.

“As populações de elefantes caíram 30% nos últimos 10 anos. Então, por que a caça ainda é permitida?”, afirma uma fonte sul-africana ao jornal Daily Mail. “Há cem anos, a população de Elefantes Africanos era de 10 milhões. Esse número é agora um miserável 400 mil”, ela completa.



Fonte: Anda



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