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Clima maluco com geadas, granizo e onda de calor deve quebrar 13% da produção francesa de vinhos

Compartilhe:     |  21 de julho de 2019

Segundo maior produtor mundial de vinhos, a França pode ver queda de até 13% na sua produção este ano depois de ter seus vinhedos atingidos por granizo, geada e uma onda de calor recorde.

De acordo com informações publicadas nesta sexta-feira (19/07), o ministério da fazenda francês prevê, em sua primeira estimativa para 2019, a produção entre 42,8 milhões e 46,4 milhões de hectolitros, uma queda de 6% a 13%, ante 49,4 milhões em 2018. Um hectolitro representa 100 litros, ou o equivalente a cerca de 133 garrafas de vinho padrão (750 mL).

O intervalo de previsão inicial do ministério de 2019 também estava 2-5% abaixo da produção média dos últimos cinco anos.

“Em muitos vinhedos, a floração ocorreu em condições climáticas desfavoráveis (chuva e frio)”, disse o ministério em nota. “Calor e granizo também contribuíram para um declínio no potencial de produção”.

As regiões de cultivo ocidentais, incluindo Bordeaux, foram particularmente afetadas por más condições de floração durante a primavera, enquanto algumas áreas do sul viram as uvas queimadas durante uma onda de calor no final de junho.

No final de junho, a França registrou sua maior temperatura em 45,9 graus Celsius, durante um intenso período de calor que provocou incêndios florestais e secou alguns vinhedos.

A falta de chuva no mês passado também agravou as condições de seca em algumas partes do país, e o ministério da fazenda disse que os níveis de umidade do solo na maioria das regiões vinícolas estavam abaixo do normal. Como o granizo, a geada também causou danos localizados este ano, inclusive nas regiões de Bordeaux e Borgonha.

Área do espumante mais famoso do mundo, a Champagne teve boas condições de floração e danos climáticos limitados. No entanto, a produção deve ficar abaixo do ano passado, acrescentou o ministério.

Uvas de vinho francesas são colhidas no final do verão e no início do outono do hemisfério norte, por volta do dia 23 de setembro. Mas, dadas as incertezas sobre as condições climáticas até o período da colheita, o ministério informou que suas estimativas são provisórias.



Fonte: Revista Globo Rural



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