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Cocho móvel e ecológico traz vantagens ao criador e é positivo para a saúde do pasto

Compartilhe:     |  7 de setembro de 2014

Um cocho móvel e resistente pode ser levado de um lugar para outro da fazenda.

O agrônomo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pecuária Sudeste, André Pedroso, explica que o cocho é fabricado por uma entidade beneficiente. O comedouro foi desenvolvido com o apoio da Embrapa que, há mais de 20 anos, trabalha com o modelo, também conhecido como cocho-trenó.

“Cocho-trenó é porque ele é apoiado em dois esquis. Esse esqui tem função dupla: de manter o cocho mais elevado e permite o deslocamento muito fácil para outros locais”, explica o agrônomo.

O manejo na propriedade é simples: o tratorista amarra uma corda na parte dianteira de cada módulo do cocho e vai puxando pelo pasto, bastante parecido com o trenó, usado nos países que têm neve.

Segundo André, o cocho móvel têm algumas vantagens. A primeira é que o criador evita aquele excesso de lama, esterco e urina ao redor dos comedouros fixos. Um ambiente sujo atrai moscas e pode trazer doenças. “Esse acúmulo de fezes e urina é prejudicial também para o casco dos animais. Se você muda frequentemente o cocho de local, os animais ficam em um ambiente mais seco e mais saudável”, diz.

O cocho-trenó pode ser usado tanto para rebanhos de leite, quando em uma criação de corte, em pastagens mais extensas. Nos meses chuvosos, o criador deve mudar o comedouro de lugar a cada três ou quatro dias, já em épocas mais secas, a troca pode ser feita a cada 10 ou até 15 dias, tudo depende do clima e do número de animais no rebanho. “Tem que olhar frequentemente. Se notar que o acúmulo está excessivo, que os animais estão com lama, ele deve mudar esse cocho de local”, explica André.

O uso do cocho-trenó também é positivo para a saúde do pasto. “Com a movimentação, você ao mesmo tempo já promove a distribuição de esterco na área e economiza na adubação química da pastagem”, orienta o agrônomo.

Outra característica central é que, apesar das aparências, ele não é feito de madeira e sim de um material reciclado. É uma matéria-prima conhecida como madeira plástica.  Além desse cocho maior, a Embrapa também utiliza comedouros menores, para bezerros, e ainda mourões, para cerca elétrica. Tudo feito com a mesma madeira plástica.

Fabricação dos cochos

Os cochos são fabricados em uma propriedade em Guaratinguetá, no interior de São Paulo. A Fazenda Esperança é uma instituição ligada à Igreja Católica, que trabalha na recuperação de jovens dependentes de drogas, álcool ou outros vícios.

Outra atividade importante na fazenda é a fabricação do cocho. A produção se baseia no reaproveitamento de toneladas de material plástico que iria para o lixo. São escovas de dente e outros produtos com defeito, descartados por indústrias da região. A matéria-prima é doada pra Fazenda Esperança.

A fabricação do cocho-trenó se baseia em um projeto da Embrapa, originalmente pensado para um produto de madeira. Cada módulo tem 2,80 metros de comprimento, por 1,70 metro de altura.

A fazenda produz oito cochos por mês. Vende tudo e ainda tem uma lista de espera, com dezenas de interessados. A maior parte dos compradores é de produtores de leite.

Sérgio Passaneli conta que pagou R$ 1.150 por cada comedouro. Já um cocho de madeira, do mesmo tamanho, ficaria em torno de R$ 600 ou R$ 700. Segundo o criador, o investimento valeu a pena.

A Fazenda Esperança já vendeu cerca de 800 cochos desse tipo, para mais de 60 propriedades, em vários estados do Brasil. O produto aproveita material reciclado, faz parte de um projeto social e traz vantagens para o criador.

Se você se interessou pelo cocho-trenó, veja como conseguir o seu:

Clique aqui e acesse o folheto da Embrapa que ensina como construir um modelo de madeira.

Para quem quiser outras informações sobre o assunto, o email para contatos da Embrapa é: sac@embrapa.br

E o endereço desta unidade da Embrapa para quem quiser mandar uma carta pedindo o folheto em papel é:

Embrapa Pecuária Sudeste
Caixa Postal 339
São Carlos/SP
CEP: 13560-970



Fonte: Globo Rural



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