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Cogumelo utilizado na medicina chinesa altera as bactérias intestinais e poderia ser utilizado para emagrecer

Compartilhe:     |  27 de junho de 2015

Cogumelos podem ser a chave para o combate à obesidade, disseram os cientistas, após descobrirem uma classe de fungos capazes de provocar perda de peso.

Comumente conhecido como reishi, o Ganoderma lucidum é um cogumelo amargo, usado na medicina chinesa para aumentar a longevidade e melhorar a saúde.

Usuários afirmam que estes fungos, utilizados apenas para fins medicinais, podem curar e combater alergias, doenças hepáticas, problemas pulmonares, diabetes, câncer e doenças cardíacas. Agora, um novo estudo descobriu que o cogumelo reduz o peso corporal, inflamação e resistência à insulina em ratos com uma dieta rica em gordura.

Pesquisadores da Universidade Chang Gung, de Taiwan, esperam que o Ganoderma lucidum possa ser a base de um novo tratamento contra a obesidade. “O nosso estudo mostra que G. lucidum previne a obesidade induzida pela dieta e alivia a inflamação através da modulação da composição da flora intestinal, mantendo a integridade do intestino”, disseram.

Para aprofundar o estudo nestes fungos, que tem sido utilizados durante séculos, na China, para tratamentos de saúde e longevidade, os pesquisadores deram um extrato do cogumelo para ratos, com uma dieta rica em gordura. Os resultados apareceram nos primeiros dois meses de experimento.

“O extrato do cogumelo pode ser utilizado como pré-antibiótico para reduzir o ganho de peso corporal, inflamação crônica e resistência à insulina (diabetes tipo 2) em indivíduos obesos”, observaram os pesquisadores. Os cientistas descobriram que o cogumelo alterou as bactérias no intestino, trazendo benefícios para a saúde.

Um estudo passado descobriu que a microbiota intestinal – trilhões de bactérias no intestino que regulam os níveis de nutrientes e energia – estão associados com a obesidade.

Atualmente, as taxas elevadas de obesidade são consideradas uma das principais ameaças à saúde pública, com 500 milhões de pessoas obesas e 1,4 bilhão de indivíduos com excesso de peso em todo o mundo.

Dezenas de estudos relacionaram a obesidade, tanto em níveis menores quanto maiores, com a resistência à insulina, prevalência a diabetes tipo 2, doença do fígado, doença cardiovascular, apneia obstrutiva do sono e vários tipos de câncer.



Fonte: Jornal Ciência - Bruno Rizzato



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