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Coleta seletiva aumenta 12% durante o 1° ano de quarentena

Compartilhe:     |  12 de abril de 2021

Foram recolhidas cerca de 92.6 mil toneladas de recicláveis em 2020, contra 82.4 mil toneladas no período anterior.

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (AMLURB), realizou um estudo com o intuito de compreender o impacto da pandemia do novo coronavírus nos resíduos sólidos coletados na capital. De acordo com esse levantamento, que comparou dados atuais com os do ano anterior, a cidade registrou um crescimento histórico nos números de coleta seletiva durante o primeiro ano de quarentena.

Houve um aumento de 12% durante 2020, quando foram coletadas cerca de 92.6 mil toneladas de recicláveis, contra 82.4 mil toneladas no período anterior, um aumento de 10,1 mil toneladas.

De janeiro a dezembro do último ano foram coletadas 94.4 mil toneladas de resíduos secos passíveis de reciclagem: um crescimento de 17.4%, comparado ao mesmo período de 2019.

O estudo atribui esse crescimento não somente ao período de isolamento social, onde foi observado maior adesão do paulistano à reciclagem, mas também às iniciativas promovidas pela Prefeitura em educação ambiental, como as ações de conscientização porta a porta – em que equipes orientam os munícipes sobre o horário de coleta, descarte correto dos resíduos, endereços dos Ecopontos mais próximos e a importância da separação dos materiais para a reciclagem.

Recicla Sampa

Além dessas ações, o município também promove o Recicla Sampa, movimento que busca ampliar a adesão da população à coleta seletiva na cidade, por meio de uma plataforma on-line com amplos conteúdos sobre reciclagem.

O relatório também apresentou o comportamento dos resíduos provenientes do serviço de coleta domiciliar comum, que apresentaram certa estabilidade durante o período, com uma variação de -2%.

Varrição

Os resíduos recolhidos na limpeza e varrição de ruas e logradouros da cidade apresentaram uma queda de -10%. Neste período, foram coletadas cerca de 71.6% mil toneladas de resíduos de varrição, contra 79.9% mil toneladas. Estima-se que essa queda tenha acontecido em decorrência da diminuição do fluxo de pessoas nas ruas, já que os planos de trabalho tiveram ampliações como a expansão das equipes de limpeza e lavagens em torno dos hospitais, pontos de ônibus e terminais de trem e metrô.

Em um recorte anual, de janeiro a dezembro do ano passado, a Prefeitura coletou cerca de 77.2 mil toneladas de resíduos de varrição e limpeza de papeleiras, menor número nos últimos cinco anos. O isolamento social provocado pela pandemia e as restrições nos estabelecimentos comerciais apontam para menor geração de lixo nas vias da cidade.

Grandes geradores de saúde

O comportamento dos resíduos hospitalares produzidos por grandes geradores, locais que geram mais de 20 kg de resíduos de saúde por dia, como os hospitais e clínicas, apresentou um aumento de 17%. E seguiu o previsto devido à pandemia do novo coronavírus, pois já era estimado o aumento no número de pacientes nos hospitais. Durante esse primeiro ano de quarentena na cidade foram coletadas cerca de 39 mil toneladas de resíduos de saúde, contra 33.4 mil toneladas durante o mesmo período de 2019.

Outro fator que impactou diretamente no aumento dos resíduos hospitalares foi a nota técnica emitida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (GVIMS/GGTES/ANVISA Nº 04/2020). O comunicado determinou que todo material que entre em contato com pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19 deve ser considerado como infectante (restos de comida, vestuário dos médicos e pacientes, etc.). Portanto, esses resíduos passaram a ser coletados e destinados para as unidades de tratamento de resíduos de saúde da capital.

Pequenos geradores de saúde

Os pequenos gerados de saúde, estabelecimentos que produzem menos de 20kg por dia como clínicas odontológicas, veterinárias, estúdios de tatuagem, entre outros, tiveram uma pequena variação nos dados: um aumento de 23 toneladas em relação ao período anterior à quarentena.

Com a reabertura gradual desses estabelecimentos em agosto do ano passado, as quantidades recolhidas voltaram aos níveis parecidos com os de 2019, quando foram coletadas 9.15 mil toneladas de resíduos de saúde, enquanto no período de quarentena foram recolhidas 9.17 mil toneladas – um aumento de 0,2%.

Estima-se que esse tipo de resíduo não tenha sofrido muitas variações devido ao fechamento temporário dos estabelecimentos e às restrições de funcionamento.

Confira: Como descartar o lixo durante a pandemia e Catadores ensinam como separar e destinar corretamente o lixo doméstico.



Fonte: CicloVivo



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