Notícias

Com fazenda urbana, BeGreen reduz desperdício de água e alimentos

Compartilhe:     |  20 de julho de 2021

Acreditando que um mundo mais sustentável passa por aproximar a produção agrícola da mesa do consumidor, startup constrói fazendas em grandes centros urbanos do Brasil

O que é um pontinho verde no meio de um grande centro urbano? Pode ser um conjunto de árvores, um parque… ou uma fazenda urbana que reduz o desperdício de alimentos cultivados e consegue levar hortaliças diretamente ao consumidor final em curto espaço de tempo.

É nesse contraste entre urbano e rural que a BeGreenmaior fazenda urbana da América Latina, tomou forma. Com o objetivo de transformar a cadeia de produção de alimentos, a startup inaugurou sua primeira unidade em 2017, no Boulevard Shopping, em Belo Horizonte.

Ao aproximar a produção do consumidor final, a startup consegue reduzir o desperdício de alimentos em 99% e reduzir o gasto de água em 90%. Assim, além de mitigar impactos da cadeia produtiva, garante verduras mais frescas e produzidas de forma orgânica.

A ideia por trás da BeGreen surgiu em uma visita ao Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, em 2014. Foi lá que Giuliano Bitencourt teve contato com o conceito de fazenda urbana pela primeira vez.

“Achei aquilo super incrível, porque utilizava tecnologia para aumentar produtividade e reduzir a pegada ambiental para a produção de hortaliças, legumes e frutas. Naquele momento, achei muito interessante atrelar alimentação e tecnologia. Então trouxe a ideia para cá”, explica ele.

Os testes – de tecnologia e mercado – começaram em 2015. O uso de agrotóxicos e o desperdício na cadeia de produção chamaram atenção da dupla, que decidiu reduzir a poluição emitida pelo transporte e também o desperdício de alimentos, fornecendo ainda alimentos livres de agrotóxicos colhidos momentos antes de irem até o cliente.

“Somos um dos países campeões de utilização de agrotóxicos. E a nossa cadeia [de produção] é gigantescamente longa: sai do produtor, passa para o agregador, que leva para o Ceasa e Ceagesp [entrepostos comerciais], dali para o restaurante ou mercado e só então para o consumidor final”, lista Giuliano. Segundo ele, atualmente, quase 70% da produção no Brasil é desperdiçada ao longo de todo o ciclo entre o plantio e a mesa do consumidor.

BeGreen: ao aproximar o "campo" do consumidor, foodtech reduz desperdício de alimentos.  — Foto: BeGreen / Divulgação

BeGreen: ao aproximar o “campo” do consumidor, foodtech reduz desperdício de alimentos. — Foto: BeGreen / Divulgação

A BeGreen ocupa áreas externas com uma estufa e capacidade para produzir milhares de hortaliças por mês – tudo orgânico, sem agrotóxicos –, implementando ainda um sistema de captação de água da chuva.

“A gente pode ser 28 vezes mais produtivo do que um produtor convencional, utilizando 90% menos água do que no cultivo tradicional”, celebra Giuliano. “A gente colhe no mesmo dia em que [o produto] é entregue, reduzindo bastante o desperdício e entregando direto para o consumidor final”.

Além de Belo Horizonte (MG), a empresa está presente no Via Parque Shopping, no Rio de Janeiro (RJ), e, em breve, inaugura um novo empreendimento em um shopping em Campinas (SP). Ainda para este ano, estão previstos espaços em Salvador (BA), São Paulo e Taboão da Serra (SP), além de Goiânia (GO).

Estimulada pela demanda de delivery na pandemia, a BeGreen também lançou um serviço de assinatura de verduras, legumes e frutas orgânicas, chamado Box BeGreen. “A gente está expandindo bastante, levando mais verde e uma experiência saudável e sustentável para mais pessoas. Essa é nossa ideia, nosso grande objetivo”, destaca Giuliano.



Fonte: Um Só Planeta - Por Guilherme Justino



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Como não repreender seu cachorro – Dicas de cuidados e educação

Leia Mais