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Com fim da ‘Guajiru’, tartarugas são atropeladas no asfalto e 12 mil devem morrer na PB

Compartilhe:     |  3 de julho de 2014

Internautas fotografaram filhotes de tartarugas marinhas que morreram atropeladas no asfalto da avenida beira mar do bairro do Bessa, área nobre da Zona Leste de João Pessoa. A imagem circula nas redes sociais e foi registrada no dia 30 de junho pelo usuário especialista em Turismo Walfredo Junior.

A bióloga Rita Mascarenhas disse ao Portal Correio que as tartarugas foram confundidas e guiadas pelas luzes artificiais da avenida. Logo quando nasceram, ao invés de seguirem para o mar, naturalmente guiadas pela luz da lua, tomaram o caminho inverso e acabaram no asfalto, onde foram atropeladas.

A bióloga é responsável pela ONG Guajiru, que promove ações de preservação das tartarugas marinhas na Orla da Grande João Pessoa desde 2002. Porém, ela explicou que não há mais condições de manter os projetos depois que a sede da organização foi removida da orla do Bessa, no sábado (28), por falta de documentos que não foram liberados pela Superintendência do Patrimônio da União (SPU). Com isso, segundo ela, pelo menos 12 mil tartarugas marinhas poderão ser mortas por ano no litoral paraibano se não for dada uma solução urgente que restabeleça a ONG Guajiru na Capital.

“O SPU usou vários argumentos e nós derrubamos todos, mas mesmo assim não tem sido suficiente. Eles não nos fornecem a documentação necessária para dar continuidade ao projeto e agora não temos uma sede. Será humanamente impossível dar continuidade aos trabalhos se não há onde guardar materiais nem abrigar pesquisadores. Contamos com o apoio da Superintendência Estadual de Administração do Meio Ambiente nessa luta”, relatou.

Rita lembrou que serão mantidos os cuidados com sete ninhos que estão demarcados na orla da Capital. Depois disso, se o problema não for resolvido, esse trabalho será interrompido.

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O Portal Correio entrou em contato com a Sudema, mas a superintendente Laura Farias não foi encontrada para explicar o caso. Fomos encaminhados para a assessoria de comunicação, mas ninguém atendeu às ligações até o fechamento desta matéria.



Fonte: Portal Correio



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