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Comer tâmaras pode acelerar trabalho de parto, afirma ginecologista

Compartilhe:     |  14 de setembro de 2019

A tâmara, uma fruta originada da tamareira, uma espécie de palmeira, tem um sabor marcante. Ela possui um alto teor de carboidratos, ácidos graxos insaturados, além de vitaminas do complexo B, cálcio e ferro – e ainda pode ajudar as grávidas em trabalho de parto, afirma a ginecologista e obstetra Ana Thais Vargas, da clínica Lumos, em São Paulo.

Os benefícios são tantos, que a fruta foi tema de uma das palestras do VI Simpósio Internacional de Assistência ao Parto (Siaparto), que aconteceu em setembro, em São Paulo. “Sabemos que tem crescido o interesse pelo uso de produtos naturais para auxiliar as mulheres na gravidez e no trabalho de parto. A tâmara é um deles. Essa ‘fama’ surgiu porque a fruta é citada no Alcorão — livro sagrado do Islã — como sendo uma das mais indicadas para as gestantes”, explica a obstetra.

Diversos estudos de anos anteriores — 2011, 2014, 2017 — inclusive, um recente, realizado pela Universidade de Ciências Médicas de Qom, no Irã, e publicado em agosto de 2019, comprova que, sim, a tâmara realmente auxilia no parto e até pós-parto. Esse último é uma meta-análise que reúne 11 trabalhos e 921 mulheres que estavam entre 36 e 42 semanas de gestação.

Entre os principais benefícios concluídos pelos estudos estão:

— maior dilatação na chegada ao hospital;
— menor necessidade do uso de ocitocina sintética;
— menor tempo de fase latente (fase inicial da dilatação);
— redução do lóquio (sangramento no pós-parto);
— redução do tempo de duração do primeiro estágio do trabalho de parto.

Porém, segundo a especialista, o mecanismo de ação da fruta ainda é incerto. “Acredita-se que a tâmara possua uma substância chamada ocitocina-like, que aumenta a força e a efetividade da contração via aumento gap-junctions (conexão intercelular especializada entre uma infinidade de tipos de células animais) no final da gestação quando o útero está se preparando para entrar em trabalho de parto“, explica Ana Thais.

A recomendação, segundo a obstetra, é que a tâmara seja consumida in natura a partir das 36 semanas por pelo menos vinte dias antes do parto, porque os estudos foram feitos a partir desse tempo gestacional. Não há evidências de malefícios. “Parece ter benefícios claros, portanto, o consumo pode e deve ser incentivado”, finaliza.



Fonte: Revista Crescer - Sabrina Ongaratto



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