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Comidas com formatos lúdicos são mais aceitas pelas crianças

Compartilhe:     |  21 de janeiro de 2017

Na casa do produtor cultural e “cozinheiro enxerido” Thiago Benevides, de 42 anos, macarrão se transforma em peixe, banana vira cachorrinho, e tangerina, a juba do leão. Há quase quatro meses, a prática para divertir os filhos virou trabalho e ele lançou a página “Comidinhas Desenhadas” no Facebook. Especialistas ouvidos pelo EXTRA afirmam que os pratos lúdicos incentivam as crianças a provarem alimentos novos.

— Tenho quatro filhos, de 1 até 11 anos. Eles nunca foram difíceis para comer, mas sou um pai babão. Pesquisei pratos com formatos diferentes na internet e passei a imitá-los. Hoje, tenho as minhas criações e quero levar o que aprendi para festas e oficinas — conta Thiago.

Especialista em infância e adolescência, a psicóloga Priscila Tenenbaum explica que uma das emoções primárias (que está presente em todas as culturas) é o nojo do diferente e que as crianças precisam vencê-lo.

— O nojo é importante para preservar a espécie, pois nos afasta de comidas estragadas e esquisitas. Assim, a criança precisa ser apresentada ao alimento várias vezes e de formas diferentes, para perder essa sensibilidade. Brincar é um modo de vencer a primeira barreira. Pode funcionar até os 10 anos — diz.

A nutricionista Natália Eudes afirma que o “desenho” funciona bem com frutas, já que a variedade de cores oferece muitas possibilidades e atrai a atenção da criança:

— As folhas também são bacanas. Os pais podem fazer cortar a couve e usar como cabelo. É o “green power” (poder verde). A estratégia é válida, mas é importante que a criança entenda que tem o momento da brincadeira e o da alimentação.



Fonte: Extra - Marina Navarro Lins



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