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Como as gigantes da alimentação estão capturando o boom das proteínas alternativas

Compartilhe:     |  29 de julho de 2019

Coalizão de investidores mostra que Unilever, Tesco e Nestlé são as mais bem preparadas para explorar o promissor mercado de proteínas alternativas, que incluem substitutos à base de vegetais para alimentos de origem animal

Ao completar três anos estudando 25 gigantes do setor de alimentação, uma coalizão internacional de investidores com US$ 5,3 trilhões sob gestão identificou aquelas que já começam a capitalizar a crescente demanda por proteínas alternativas e as que estão ficando para trás. As 25 companhias foram escolhidas por serem as maiores e mais influentes no setor de proteínas, com base em seu valor de capitalização, fatia no mercado e capacidade para moldar a demanda.

Unilever, Tesco e Nestlé estão entre as mais bem preparadas para tirar vantagem do vigoroso mercado de alimentos à base de plantas, posicionando-se para reduzir as emissões de carbono; Amazon e Costco (da Whole Foods) estão ficando para trás. Os resultados do estudo baseiam o relatório Appetite for Disruption, da Fairr Initiative.

O segmento de proteína alternativa, que inclui substitutos à base de vegetais para alimentos de origem animal, como os hambúrgueres da Beyond Meat e da Impossible Whopper, é estimado em US$ 19,5 bilhões (Euromonitor) e, nos próximos 15 anos, deve abocanhar 10% do mercado de carne, conforme estimativas dos bancos Barclays e J.P. Morgan.

O relatório traz um panorama sobre os problemas de sustentabilidade na cadeia da pecuária, que responde por 14,5% do total de emissões de gases de efeito estufa e usa água intensivamente. De toda a terra cultivável no planeta, uma fatia de 80% está reservada para pastos e produção de rações, conforme a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O setor é altamente exposto a riscos da mudança climática.

Em 2016, a Fairr Initiative lançou um compromisso colaborativo convocando 25 gigantes de alimentos, entre indústrias e varejistas, a diversificar suas fontes de proteínas para garantir o crescimento, elevar a rentabilidade, reduzir a exposição a riscos e aumentar a capacidade de competir e inovar num mundo de recursos limitados.

Na ocasião, 36 investidores institucionais, com US$ 1,25 trilhão em ativos, aderiram. Hoje o compromisso tem apoio de 74 investidores institucionais, que respondem por US$ 5,3 trilhões de ativos sob gestão. O grupo inclui Schroders (Reino Unido), NN Investment Partner (Holanda) e Boston Common Asset Management (Estados Unidos).

Pela primeira vez desde o lançamento do compromisso, chegou a cinco o número de companhias (Unilever, Tesco, Nestlé, M&S e Conagra), entre as 25 monitoradas, que foram classificadas como “proativas”. Isto significa que elas desenvolveram uma estratégia proativa para construir um portfólio sustentável de proteínas, incluindo o reconhecimento de que a alta dependência de ingredientes de origem animal é um risco para o negócio.

Também fazem parte do compromisso realizar estudos de riscos em suas cadeias de fornecimento e expandir seu leque de produtos à base de plantas.

Mais de 87% das varejistas monitoradas criaram as suas marcas próprias de produtos à base de plantas. Isso quer dizer que mais itens nas gôndolas virão de fontes de proteínas de baixo carbono em vez de serem produzidos a partir de carne e leite. A Nestlé, por exemplo, espera que as vendas de produtos de base vegetal alcancem US$ 1 bilhão em dez anos.

As 25 gigantes de alimentos monitoradas foram avaliadas em tópicos como estratégia de negócios e investimentos em P&D. As conclusões incluem:



Fonte: Página 22



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