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Como as Olimpíadas estimularam as melhorias urbanísticas de Barcelona

Compartilhe:     |  7 de agosto de 2014

Barcelona é o que se pode chamar de uma cidade exemplar do ponto de vista urbanístico. Desde a realização dos Jogos Olímpicos de 1992, a capital da Catalunha, na Espanha, vem acumulando contínuas mudanças no seu traçado, nos equipamentos urbanos e atendimento à comunidade.

O diretor de projetos da cidade, Alejo Alcolea, da Barcelona Media, fez uma apresentação no Seminário Sebrae de Sustentabilidade, de 29 a 31 de julho, no Centro de Eventos do Pantanal. Ele apresentou o projeto [email protected], um trabalho de planejamento urbano e intervenções, iniciado no ano 2000 em uma área antes industrial que abrigava fábricas e casas de operários em adiantado processo de degradação.

Segundo ele, as Olimpíadas produziram as mais importantes transformações de Barcelona. Alejo citou as instalações olímpicas construídas no Montjuïc e a Vila Olímpica, bairro criado a partir do nada.

Para a construção do novo bairro [email protected], hoje considerado o distrito da inovação, concentrando empresas de comunicação, tecnologia e equipamentos médicos, o primeiro passo foi o prolongamento da avenida Diagonal, que já existia, mas que não chegava até o mar. “A estação de esgoto foi coberta e sobre ela foi criado um espaço público”, conta, acrescentando que novas vias foram criadas e um novo sistema de mobilidade urbano implantado.

O projeto, desenvolvido em uma área de 200 hectares, tem mais de 4 mil moradias e representou um investimento de 180 milhões de euros ou R$ 540 milhões.

Visão de conjunto

Para o planejamento e execução do projeto, cujo crescimento vem sendo constante, até porque ainda não está concluído, a prefeitura criou um escritório específico. Entre as condicionantes do projeto estão instalação de indústrias do século 21, ter uma visão de conjunto e tornar o território consolidado.

Do ponto de vista técnico, é proibida a instalação de redes aéreas, as quadras têm galerias internas e subterrâneas, de energia, climatização e gás, que unem os edifícios, além de atender também os sistemas de comunicação.

Três centrais aquecem os edifícios através de um sistema que utiliza água e permite uma redução de emissões de CO2 da ordem de 67% sobre os sistemas convencionais.

Coleta e transporte

alejo-ecod.jpgBarcelona conta ainda com coleta de lixo seletiva, limpeza urbana e varrição automática e automatizada, feita por um sistema de sucção, o que elimina o tráfego de caminhões, permite que seja feita a qualquer hora, e não há contaminação, visto que o sistema é hermético.

O plano de transporte coletivo também vem sendo implantado e é composto por redes primárias (vias mais largas) e redes secundárias (ruas estreitas). Assim a rede de ônibus é montada em um sistema de vias verticais e horizontais que se cruzam e permitem ao usuário se deslocar para qualquer parte da cidade fazendo apenas um transbordo no máximo. Todos os semáforos detectam a presença dos ônibus dando a eles prioridade no deslocamento.

Importância do planejamento

Outro ponto importante é a unificação de todos os elementos e equipamentos urbanos nos 35 km de ruas que estão sendo urbanizados.

Ao longo de toda sua explanação, Alejo Alcolea frisou a importância do planejamento e decisão política para criar e implantar um projeto ambicioso como o plano [email protected], mas deixou bem claro que é possível transformar as cidades, cada vez maiores e com problemas complexos em cidades sustentáveis que atendam de fato as necessidades de suas populações.

(Via Rita Comini, do Centro Sebrae de Sustentabilidade)



Fonte: EcoD



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