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Como os sonhos ajudam a conhecer a mente e seus anseios pessoais

Compartilhe:     |  11 de dezembro de 2018

Já pensou em ser um onironauta? Para quem não imagina o que esse termo significa, é o sujeito que mergulha na proposta de ter sonhos lúcidos, um navegador do sonhos.

Embora a ideia de ficar consciente enquanto se dorme possa parecer estranha, um grupo de três escritores e cineastas americanos defende a ideia de que alcançar a lucidez não é apenas uma aventura fascinante, mas um método eficaz de encarar a cura, inspiração e autoconhecimento.

No livro Sonhos Lúcidos – Um guia para dominar a arte de controlar seus sonhos, Dylan Tuccillo, Jared Zeizel e Thomas Peisel apresentam técnicas para explorar o subconsciente e garantem que a habilidade de sonhar pode ser lapidada. Segundo eles, tudo é uma questão de prática.

Enquanto dormimos, o corpo físicamente permanece desligado, mas a mente mantém-se ativa. Os neurônios motores param de receber estímulos em um processo chamado atonia do sono, quando os músculos ficam dormentes. Só o diafragma e os olhos mantêm sua atividade. Esses últimos, aliás, são os responsáveis por fazer a ponte entre o sonho e o mundo real, em um movimento denominado Rapid Eye Moviment (REM).

Os autores entendem os sonhos como um terreno fértil a ser explorado, quase como “o país das maravilhas das pessoas criativas”. Segundo eles, ao ter consciência durante esse fenômeno, você poderia explorar fontes incríveis de conhecimento e inspiração.

Mais de meio século antes, Freud já havia dito em sua obra A Interpretação dos Sonhos que eles são formas de realização de desejos, origem de conflitos reprimidos e desejos acumulados ao longo da vida. A grande questão que mobiliza cientistas e pesquisadores é dizer por onde caminha a humanidade durante as duas horas, em média, sonhadas todas as noites.

Já houve um tempo em que o sonho era tratado como distúrbio de ordem psicológica ou má digestão. Até que Freud o retirou da escuridão, abrindo caminho para que seu discípulo Carl Jung aprofundasse a questão, tornando-se um dos grandes estudiosos do tema na humanidade.

Os primeiros registros científicos do sonho foram em 1950, na Universidade de Chicago, quando Eugene Aserensky usou eletrodos para monitorar o sono do filho e registrou momentos em que o cérebro do menino ficava desperto. Na época, ele atribuiu a diferença a um erro na máquina.



Fonte: Zero Hora



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