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Conheça a abelha responsável pela polinização da Caatinga, do Pantanal e da Mata Atlântica

Compartilhe:     |  5 de outubro de 2019

As abelhas são essenciais para o equilíbrio da natureza, da produção agrícola e até da vida humana. Mas você sabia que uma só espécie é responsável pela polinização de 30% a 60% das plantas da Caatinga, do Pantanal e de manchas da Mata Atlântica? São as abelhas Jandaíra (melipona subnitida), endêmicas do nordeste brasileiro, que têm cerca de um terço da espécie, que está em extinção.

Uma das características das abelhas melíponas é a sua seletividade, pois polinizam apenas as espécies nativas. Por isso, a conservação se faz necessária, à medida que elas ocupam importante função na perpetuação da floresta e sua biodiversidade. Para conhecer mais sobre a Jandaíra, preparamos quatro curiosidades sobre este inseto:

1. Características

As Jandaíra são mais fáceis de criar e, como não possuem ferrão, não são agressivas e se adaptam bem ao manejo. Assim, crianças e até mesmo idosos podem atuar nos cuidados necessários para desenvolver a atividade, que dispensa o uso de macacões, fumegadores e outros equipamentos que encarecem a criação de abelhas.

2. Produtividade

Em condições normais de clima e florada, a produção anual de cada enxame de Jandaíra pode chegar a 1,5l de mel. Com propriedades e composição nutritiva superior ao mel comum, um litro pode ser vendido por até R$ 120,00, podendo ajudar na geração de incremento à renda familiar.

No Nordeste, o mel da Jandaíra tem aplicação medicinal, que pode ser posto sobre feridas, conjuntivites e diversas outras doenças de origem bacteriana, inclusive um estudo, que comprovou a eficácia da aplicação tópica do mel de Jandaíra sobre feridas causadas por ratos.

A proteção evita a extinção e desequilíbrio no ecossistema e nos biomas (Foto: Hiara Meneses)

4. Preservação

A fim de incentivar  a restauração florestal da Caatinga, 3.300 famílias foram envolvidas em 40 comunidades do Ceará e do Piauí no projeto “No Clima da Caatinga”. A iniciativa capacitou mais de 282 pessoas na criação de abelhas sem ferrão, além de distribuir quase 200 colônias de jandaíra em 16 comunidades do Nordeste.

De acordo com Carlito Lima, agente de mobilização da Associação Caatinga, responsável pelo projeto, o incentivo à proteção das espécies evita, além da extinção, um desequilíbrio no ecossistema e nos biomas. “É uma abelha dócil e muito fácil de manejar, por isso pode ser criada no alpendre de uma casa, numa varanda próxima às residências, por agricultores e pessoas que moram no campo, já que não são necessários os investimentos em equipamentos caros.”



Fonte: Revista Globo Rural



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