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Conheça alimentos que podem diminuir gastos com suplementos

Compartilhe:     |  12 de fevereiro de 2020

Quem consome suplementos alimentares regularmente sabe que a praticidade desses produtos pode custar caro ao bolso. Com orientação de um profissional de saúde, é possível substituí-los por alimentos que são bem mais baratos e fazem o mesmo efeito no organismo. Se a troca não puder ser total, os ajustes na dieta conseguem, ao menos, reduzir o uso das preparações farmacêuticas — e, consequentemente, os gastos com elas.

De maneira geral, hortaliças e frutas fornecem os compostos presentes nos suplementos multivitamínicos — aqueles que concentram uma variedade de vitaminas e minerais — de forma satisfatória. Segundo a nutricionista Natália Eudes, doutora em Nutrição pela Universidade de São Paulo (USP), a quantidade de cada nutriente contida em uma cápsula costuma ser a dose diária recomendada. Trata-se, portanto, de uma dose pequena, que pode ser atingida facilmente pela alimentação.

— Vamos imaginar que um frasco de multivitamínico com 60 cápsulas custe R$ 120, e a pessoa precise tomar duas ao dia. Isso significa que a dose diária sai por R$ 4. Se esse valor for gasto com legumes, dá para levar para casa um quilo de chuchu e um quilo de berinjela, por exemplo. É uma compra que dura uma semana — compara a nutricionista, acrescentando que grãosovoscarne e aves também ajudam a suprir as necessidades diárias de vitaminas e minerais.

A alternativa econômica à suplementação de zinco — que, dependendo da dose, pode pesar no orçamento — é a ingestão de feijão, fonte natural do nutriente. Já a vitamina C, geralmente vendida em comprimidos e pastilhas efervescentes, pode ser encontrada em frutas e vegetais como couve, couve-flor, kiwilaranjatangerinalimãomorango e manga.

Mais direcionado aos praticantes de atividades esportivas, como corredores e maratonistas, o gel de carboidrato, comercializado em sachês, pode ser substituído por gomos de tangerina.

— A película do gomo da fruta é uma fibra que permite a absorção do carboidrato de forma bem parecida à do gel. É uma opção muito mais barata que os sachês — explica a nutricionista Natália Eudes.

Os suplementos à base de proteínas, como whey protein e albumina, têm uma variedade de alimentos equivalentes, como feijãolentilhagrão-de-bico, leite e derivadosovosaves carnes. Mas o melhor custo benefício é oferecido pela ervilha, cuja relação entre preço e teor proteico é bastante vantajosa para o consumidor. Além disso, a leguminosa é versátil e pode ser usada em várias receitas, como sopas, saladas, cremes e purês. O ideal é comprar a ervilha partida, vendida em pacotinhos, que rende bem. A versão enlatada é rica em sódio e, por isso, menos saudável.

De acordo com Natália Eudes, a aquisição de suplementos alimentares deve obedecer à prescrição do profissional de saúde no que se refere à dosagem dos nutrientes e ao laboratório fabricante.



Fonte: Extra - Camila Muniz



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