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Conheça as conquistas que os direitos animais tiveram pelo mundo em 2019

Compartilhe:     |  4 de janeiro de 2020
À medida que mais pessoas se conscientizam os hábitos de consumo mudam e mais avanços foram feitos para manter os animais fora dos laboratórios, longe de parques turísticos de abuso, longe de nossos guarda-roupas e muito mais

No ano passado, o as revistas The Economist e Forbes previram que 2019 seria o “ano do vegano”, os acontecimentos do ano mostram eles estavam certos! Diversos restaurantes, lanchonetes, redes de supermercado e deliverys passaram a oferecer opções veganas em seus menus.

Mas a ascensão vegana é apenas uma das maneiras pelas quais 2019 foi notável para os animais. À medida que mais pessoas se conscientizam rumo a um novo ano – e uma nova década – os hábitos de consumo mudam e outros avanços foram feitos para manter os animais fora dos laboratórios, longe de parques turísticos de abuso, longe de nossos guarda-roupas e muito mais.

Foto: PETA
Foto: PETA

Após intensa campanha da PETA, as empresas Johnson & Johnson e Pfizer terminaram o uso do “teste de natação forçada”, um experimento que é tão cruel quanto inútil.

Experimentadores jogavam camundongos, ratos, porquinhos-da-índia, gerbos ou hamsters em recipientes inescapáveis de água e observam enquanto os pobres animais procuravam freneticamente por uma fuga. Ficou comprovado que observar animais aterrorizados lutando para evitar o afogamento não pode beneficiar os seres humanos em nada.

Para não ficar atrás, a principal fabricante de cereais do mundo, a Kellogg Company, também proibiu o uso de animais em testes mortais para produtos alimentares e ingredientes.

Marcas de cuidados com os cabelos mostraram que se preocupam com os animais

Duas das maiores marcas mundiais de produtos para cabelos, Aussie e Herbal Essences, cada uma ganhou um lugar na lista “Beauty Without Bunnies”(Beleza Sem Coelhos) de empresas livres de crueldade – que agora inclui mais de 4.300 empresas compassivas que proibiram todos os testes em animais em qualquer lugar o mundo.

Gigantes de viagens abandonam o turismo que abusa de animais

Airbnb, Booking.com, Hollyday British Airways, TripAdvisor, United Airlines e Virgin Holidays são empresas ligadas ao turismo todos proibiram a venda de ingressos para parques de diversões marinhos, incluindo o SeaWorld, e muitos foram muito além disso. O Airbnb, por exemplo, publicou uma nova política proibindo selfies com tigres, passeios de elefante, programas de “nado com golfinhos” e outras atividades que envolvem contato direto com animais selvagens.

Parlamento inglês se movimenta a favor da vida de animais selvagens

Após anos de campanha por vários grupos de proteção animal, o parlamento finalmente aprovou um projeto de lei para proibir o uso de animais selvagens em circos itinerantes pela Inglaterra. Proibição global.

A rainha da Inglaterra abandona o uso de peles

Quando todo mundo, da luxuosa casa de moda Prada, a Sua Majestade, a Rainha abandona o uso de peles isso causa um impacto na sociedade. A Irlanda e a Eslováquia anunciaram que vão proibir as fazendas de criação de peles, a Califórnia proibiu as armadilhas para animais por suas peles e a venda e fabricação de peles, e os conselhos do Reino Unido, incluindo Islington e Epping Town, proibiram as vendas de peles.

Pincéis de texugo

A empresa de cosméticos de luxo NARS juntou-se a quase 90 outras marcas na proibição da venda de pincéis de maquiagem com pelos de texugo. A investigação da PETA Ásia sobre a indústria chinesa de pelos de texugo revelou que os texugos são criados em fazendas ou capturados na natureza usando armadilhas e outros métodos cruéis, confinados a pequenas gaiolas de arame e depois mortos violentamente.

Mais marcas de moda e estilistas abandonam o uso de pele de répteis

Depois de ação direta de ativistas que atuam pelo direitos animais, a ícone e designer de moda, Victoria Beckham, e a rede de lojas inglesa Selfridges abandonaram as peles exóticas (répteis). Jacarés de criação são mantidos em água fétida e úmida, galpões escuros sem luz do sol, ar fresco ou mesmo cuidados veterinários básicos, e as cobras são decapitadas ou esfoladas vivas.

Elefantes proibidos em atrações turísticas

A atração turística mais famosa do Camboja, Angkor Wat, acabou com passeios cruéis de elefante, e a ABTA (Associação de Agências de Viagens) atualizou suas diretrizes para empresas de viagens, alertando que tais passeios são “inaceitáveis”. Agora, o Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido também está tentando proibir as empresas de viagens britânicas de oferecerem passeios de elefante.

Peixes também celebram suas vitórias

As vitórias chegaram até ao menor dos animais. A gigante multinacional de varejo Walmart encerrou todas as vendas de peixes vivos. Depois de ouvir de interessados em feiras, o Conselho Caerphilly County Borough Council, no País de Gales, votou por unanimidade a proibição do uso de peixes dourados e outros animais como prêmios. Os peixes são seres inteligentes, sensíveis e altamente complexos que merecem mais do que serem entregues como produtos ou objetos.

Espanha poupa a vida dos touros

A Suprema Corte da Espanha confirmou a proibição da tortura de touros durante o festival Toro de la Vega, o que significa touros jovens não serão mais esfaqueados até a morte por diversão. Esta vitória é parte de um movimento mais amplo na Espanha, pois mais de 100 cidades se declararam anti-touradas e mais de 80% dos espanhóis se opõem à prática cruel.

Crueldade com patos e gansos perde espaço

Nova York disse “não” a uma das piores formas de abuso da criação de animais em escala industrial ao proibir o foie gras. O membro do Conselho da Cidade, Justin Brannan, comentou corretamente: “Alimentar à força uma ave com o único objetivo de deixá-la doente para criar uma iguaria bizarra é horrível e desumano”.

As atitudes em relação aos animais estão evoluindo e cada novo ano traz novas vitórias emocionantes. Há muito mais conquistas e vitórias para serem alcançadas em 2020.



Fonte: Anda - Eliane Arakaki



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