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Conheça mais sobre as raças gypsy e friesian, animais que se destacam pela docilidade

Compartilhe:     |  15 de setembro de 2014

De história recente no Brasil, a raça gypsy foi desenvolvida por ciganos europeus há cerca de 100 anos a partir de quatro outras variedades. No Brasil, chegaram somente quatro anos atrás e atualmente existem apenas 37 cavalos dessa raça no país.

“É uma raça forte e resistente para aguentar longas jornadas e precisa de pouca água e comida, pois, na origem, os ciganos ofertavam o que tinha na natureza, viviam com pouco”, afirma Bárbara Izabela Costa, dona do Royal Gypsy Horse. Ela ainda ressalta que os gypsies são muito dóceis, pois foram criados para serem também os “bichos de estimação” das crianças ciganas. Além disso, tem pelagem de cores variadas, pois precisavam combinar com a caravana.

Bárbara, que é arquiteta e ainda exerce a profissão, conta que começou a criar a raça há apenas dois anos, quando viu seu potencial. Dos 37 cavalos que existem no Brasil, 20 estão em seu haras em Porto Feliz (SP). “É uma raça exótica, então a tiragem é baixa mesmo, mas com muita qualidade. Minha produção é de 10 a 12 potros por ano”.

“Na Europa tem pessoas que tem cavalos dessa raça no quintal de casa, como se fosse cachorro e nos Estados Unidos são conhecidos como o golden retriever de cascos”, conta Bárbara sobre a docilidade da raça. Ela afirma que eles também são cavalos muito inteligentes e se adequam ao trabalho no campo, são bons na sela, no esporte e para atrelagem. “Eles aguentam puxar até cinco vezes o próprio peso”.

gipsy.cavalo (Foto: Thuany Coelho)

Bonitos, fisicamente o destaque são os pelos das patas. Com função de proteção, evitando que insetos cheguem até o casco, são sempre maiores, mais “cheios” no inverno. “Não precisa aparar. Eles caem sozinhos e depois crescem de novo”, diz a proprietária do Royal Gypsy Horse.

Sobre os cuidados diários, ela conta que não é necessário pentear os pelos dos animais todos os dias. “É só deixar a crina e o rabo trançados e manter os pelos das patas sempre limpos, livres de fungos”.

Para quem tem vontade de adquirir um animal da raça, Bárbara afirma que o valor dos potros (até um ano) gira em torno de 25 a 35 mil reais. Já o animal adulto precisa ser importado e custa a partir de 70 mil reais.

Friesian

Originária da região holandesa de Frísia, a friesian também é uma raça nova no Brasil. Desembarcou no país pela primeira vez em 2005, trazida pelo equitador Ozir Lara, que comanda o haras Black Foot em Campo Magro, na região metropolitana de Curitba (PR).

Ele conta que a paixão pela raça começou um ano antes, quando viu de perto o animal pela primeira vez. “É um cavalo de índole excepcional e beleza plástica única”. Hoje, o haras produz de 6 a 10 potros por ano. “Não sou grande criador, não é minha pretensão. Eu crio qualidade”.

Segundo ele, o friesian é fácil de montar, extremamente dócil e tem vigor físico único. “Na história, a raça tem quase três mil anos de seleção, então o que tinha de ruim foi descartado nesse período”, destaca.

Lara afirma que a reprodução da raça, que quase foi extinta no começo do século XX, não é fácil. “Éguas grandes podem ter dificuldade no parto pelo seu tamanho e a transferência de embrião é delicada, pois são frágeis e tem muita consanguinidade”.

Segundo ele, o cavalo é rústico e não demanda cuidados especiais. Apesar de não ter aptidão para o trabalho, o animal é versátil e pode participar desde provas clássicas de adestramento até atrelagem. “Só não é um animal voltado para o salto, vaquejada”.

Lara também cria duas variações da raça: o arabo-friesian, cruzamento com cavalo árabe, numa mistura 75% friesian e 25% árabe; e o warlander, mescla com animais ibéricos, em porcentagem de 50% para cada raça.



Fonte: Revista Globo Rural



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