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Conheça os tijolos sustentáveis feitos a partir de roupas antigas

Compartilhe:     |  2 de junho de 2021

A arquiteta francesa Clarisse Merlet fundou a companhia FabBRICK, que tem como objetivo evitar o descarte de tecidos e reaproveitar o material na construção de móveis e paredes

Pensar em formas de diminuir o desperdício tem sido a preocupação de muitas indústrias nos últimos anos, inclusive na moda. Segundo o relatório A New Textiles Economy: Redesigning Fashion’s Future, publicado em 2017 pela Ellen MacArthur Foundation, o equivalente a um caminhão cheio de roupas é destinado à aterros ou incinerado a cada segundo no mundo, enquanto menos de 0,1% de peças usadas são recicladas. Os números preocupantes alertam para um grande problema do setor: os altos índices de descartes de resíduos que poluem a natureza.

Foi tentando resolver esse problema que a arquiteta Clarisse Merlet criou a FabBRICK, empresa que produz tijolos a partir de roupas que seriam jogadas fora. Em 2017, enquanto ainda era estudante, a francesa descobriu a enorme quantidade global de tecidos descartados e, ciente também do impacto da indústria de construção na natureza, pensou em uma maneira de juntar essas duas questões na mesma solução, criando a partir dessa inspiração o projeto para desenvolver os tijolos sustentáveis.

A produção upcycling começou no ano seguinte e, segundo a companhia, os tijolos são à prova d’água, resistentes ao fogo e podem ser usados na construção de objetos de decoração e na criação de paredes com o foco em isolamento térmico e sonoro, já que o tecido é um ótimo material isolante. Cada unidade utiliza o equivalente a três camisetas para ser feita.

Para a fabricação do item, as etapas são a mistura de retalhos que, em seguida, recebe uma cola ecológica desenvolvida pela própria Clarisse. Depois de unida, a massa de tecido é prensada por uma máquina em um molde no formato retangular para ganhar o aspecto de bloco. Após duas semanas secando naturalmente, eles estão prontos para serem usados.

Apesar de não poderem ser aplicados na construção de paredes de estrutura, Clarisse Merlet revelou em algumas entrevistas que pretende expandir sua pesquisa para evoluir a funcionalidade do material também para essa área. Até o momento, os tijolos feitos de retalho já serviram como matéria-prima para estantes, paredes de divisória, bancos, mesas de cabeceira, entre outros objetos de décor. No site da empresa, eles informam que desde sua criação, em 2018, já construíram mais de 40 mil tijolos usando 12 toneladas de tecidos reciclados. Iniciativa incrível, não é?



Fonte: Um Só Planeta - Por Thaís Varela - Glamour



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