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Conheça prós e contras ambientais de opção para descarte de lixo orgânico

Compartilhe:     |  22 de outubro de 2018

Companhia de saneamento é contrária ao uso do triturador de resíduos, enquanto fabricante rebate acusações e diz que uso na pia é seguro

triturador de alimentos é um equipamento que pode ser instalado na pia da cozinha e começou a se popularizar por oferecer uma solução prática e sustentável para os resíduos de alimentos (verduras, legumes, frutas, pequenos ossos de galinha, entre outros). Ao triturar um material orgânico, evita-se que, com a destinação normal, ele apodreça em aterros sanitários e libere gás metano (o que aumenta o efeito estufa). O investimento para ter um triturador de alimentos em casa varia de R$ 700 a R$ 3 mil, dependendo da marca.

No entanto, polêmicas surgem a respeito do tema. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) afirma que o triturador de resíduos não é uma boa opção em termos ambientais. De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, o triturador pode elevar a poluição dos corpos d’ água ao aumentar muito a carga orgânica nos lançamentos de esgotos não tratados, como é o caso de boa parte dos municípios do país. Isso elevaria o gasto energético da companhia de tratamento para limpar a água.

Outro problema seria a obstrução de encanamentos que os resíduos orgânicostriturados podem causar. Segundo a Sabesp, os restos de alimentos têm possibilidade de se juntar com lixos lançados indevidamente nas privadas (pontas de cigarro, lâminas de barbear, absorventes, fraldas, etc.) e toda essa massa tende a se aglutinar com óleo de fritura que é lançado na tubulação (saiba como reaproveitar o óleo de cozinha usado), o que prejudica o fluxo do esgoto.

A companhia paulista também afirma que o triturador de alimentos gasta energia elétrica e que é possível gerar energia com o lixo orgânico que é jogado no lixo comum por meio de gás desprendido em aterros, como acorre em algumas localidades de São Paulo e Rio de Janeiro.

Outro lado

O diretor comercial da fabricante de trituradores Tritury, Augusto Clementino Filho, afirma que não há risco de os resíduos triturados aumentarem a poluição da água dos encanamentos porque o que chega às estações de tratamento é 90% água e 10% resíduo.

Sobre possíveis entupimentos, Clementino rebate o argumento da Sabesp. “O triturador, além da sua função que é a trituração dos alimentos, dá muita pressão aos encanamentos. E uma de suas funções também é acabar com os entupimentos nos encanamentos devido à pressão que ele exerce junto com a água”, explicou.

O gasto de energia também não é problema de acordo com a Tritury, uma das pioneiras em fabricação de trituradores no Brasil. “Se usado cinco minutos por dia, não gasta nem R$ 5 no final do mês”, garantiu Clementino.

Compostagem

Para a Sabesp, a melhor alternativa residencial é utilizar as composteiras domésticas, que estão à venda em todo o Brasil e são práticas (veja a matéria “Composteira residencial pode ser alternativa para lixo orgânico“). Já o diretor da Tritury afirma que “se fossem feitas estações de tratamentos sérias nas cidades, todos os resíduos triturados poderiam ser destinados à compostagem, muito comum na Europa e nos Estados Unidos, criando um adubo natural e muito eficiente para o meio ambiente”. No entanto, as companhias não possuem programas específicos para a compostagem.

Confira a matéria sobre composteiras e entenda melhor o que é o lixo orgânico e como funciona o processo de compostagem.


Fonte: Equipe Ecycle



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