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Conheça quatro espécies que produzem luz própria através de um fenômeno chamado bioluminescência

Compartilhe:     |  5 de janeiro de 2015

Na natureza, há espécies que dispensam o pisca-pisca e produzem – muito bem – o próprio brilho, devido a um fenômeno chamadobioluminescência. É a capacidade que um organismo vivo tem de produzir e emitir luz. Quer conhecer alguns desses seres brilhantes? Acompanhe a seguir:

Plâncton iluminado

Em San Diego, na Califórnia (EUA), um surfista que decidir “pegar” ondas à noite pode encontrar o mar coberto por pequenas luzes azuis. O belo fenômeno, que a princípio parece artificial, nada mais é que do que fitoplâncton bioluminescente, chamado Lingulodinium polyedrum. Isso ocorre porque esses pequenos organismos marinhos reagem, com brilho, a situações de contato com pranchas, embarcações e mesmo com a costa. Espetáculo que também ocorre nas ilhas Maldivas, pequeno país insular situado no Oceano Índico.

Luz científica

Já a água-viva Aequorea victoria, também conhecida como geleia-de-cristal, não só produz um espetáculo à parte, devido ao seu brilho, como também rendeu o Prêmio Nobel de Química, em 2008, para o cientista Osamu Shimomura e seus colaboradores Martin Chalfie e Roger Tsien. Eles descobriram na espécie uma proteína verde fluorescente, batizada de GFP. Graças a esse composto, os pesquisadores criaram formas de observar processos que eram antes invisíveis, como o desenvolvimento de neurônios no cérebro ou como as células cancerosas se espalham.

Brilho tupiniquim

Se observar luzes marinhas é um privilégio de quem vive em outro país, avistar um inseto “aceso” é bem mais comum no Brasil. Aqui, os conhecidos vaga-lumes, da família dos Lampirídeos, que emitem na parte inferior do abdômen uma luz, produzida por um processo químico, são encontrados em biomas como Mata Atlântica e Amazônia. O oxigênio inalado pela espécie reage com uma molécula de luciferina, formando outra molécula de oxiluciferina. Quando essa molécula perde sua energia, é emitida uma luz, que, por não ter perda de calor, é fria. Tudo isso só para chamar a atenção dos futuros pretendentes. 

Amigos iluminados

O peixe-lanterna Photoblepharon sp vive nas profundezas do Oceano Índico e conta com a parceria de “amigas” valiosas para iluminar seu caminho. Bactérias simbióticas que vivem em órgãos abaixo dos olhos da espécie provocam a liberação da enzima luciferase sobre o substrato luciferina. Eles reagem entre si, liberando uma luz que ajuda tanto na caça quanto na defesa do peixe. Resultado da bela amizade? Olhos brilhantes e barriga cheia.

Crédito/Imagens: 1. Ssblakely, 2. ArtFarmer e 3. Reprodução



Fonte: Revista Ecológico



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