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Conhece alimentação flexitariana? Uma opção para quem quer cortar a carne

Compartilhe:     |  23 de setembro de 2019

A cada dia, mais e mais estudos comprovam os benefícios do vegetarianismo para o corpo. Um deles, inclusive, foi publicado recentemente pelo American Journal of Clinical Nutrition e evidencia o hábito como capaz de prevenir o organismo contra doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes. Sem contar a questão animal e ambiental, não é mesmo?

Contudo, pode ser muito complicado para algumas pessoas deixar de lado um alimento que faz parte do nosso dia-a-dia tão intensamente. Mas isso não é motivo para desespero: com pequenas adaptações, feitas aos poucos no cardápio, dá para se tornar vegetariana sim! Uma saída, para começar, pode ser adotar a dieta flexitariana. “Uma alimentação flexitariana ou semi-vegetariana é aquela que segue o vegetarianismo na maior parte do tempo. E que, ocasionalmente, tem algum tipo de carne”, explica a nutricionista Luna Azevedo, idealizadora do projeto VIDA e que atende no Rio, em São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. Simplificando: você não precisa ser tão radical e passar longe das proteínas de origem animal de uma hora para outra.

As vantagens de reduzir o consumo de carne aos poucos são muitas. A primeira delas, claro, é o fato de que manter o objetivo fica muito mais fácil quando você sabe que a sua alimentação é menos rígida. Dessa forma, você vai se acostumando com o menor volume do alimento em suas refeições até tirá-lo completamente do cardápio. “E foram encontradas fortes evidências de benefícios para o peso corporal, metabolismo, pressão arterial e redução da diabetes”, afirma Luna Azevedo.

Seu intestino também agradece. “Quando a pessoa adota o estilo de vida e tem um bom acompanhamento nutricional, acaba consumindo mais alimentos de origem vegetal. Como frutas, oleaginosas e legumes”. E com mais fibras no corpo, o funcionamento do sistema digestivo pode melhorar muito.

Posso ficar deficiente de algum nutriente? 

A grande preocupação da maioria dos vegetarianos está relacionada à quantidade de nutrientes ingeridos. Principalmente no que diz respeito à proteína e algumas vitaminas e minerais. Porém, a nutricionista garante que é possível manter uma alimentação equilibrada e que garanta uma grande variedade de aminoácidos essenciais. “Com leguminosas, cereais, sementes e vegetais, o alcance da quantidade protéica necessária é garantido.”

Além disso, estudos mostram que suplementação com proteínas de origem vegetal também são capazes de promover os mesmos resultados que as de origem animal.

Mas afinal, como fazer isso? 

Você pode eliminar a carne nos dias em que consegue ser mais regrada com a alimentação. O que, em muitos casos, acontece durante a semana. Nos finais de semana, em festas e eventos sociais, dá para ser mais flexível consigo mesma, sem carregar a culpa do que pode ou não pode comer.

Lembre-se sempre: um pequeno passo é melhor do que nenhum! Se você ainda acha complicado passar cinco dias sem a proteína, sempre tem a #segundasemcarne para começar! O segundo passo está em informar-se muito sobre o assunto. E encontrar receitas saborosas, assim a vontade de carne passa rapidinho.

Luna Azevedo dá quatro sugestões veganas: 

Muffin de banana com canela 

Muffin de banana

 (Life morning/Shutterstock)

Muffin de espinafre 

 (Thiago Mazi / Divulgação Mundo Verde/Divulgação)

Grãomelete 

Omelete de claras

 (Tatiana Volgutova/Thinkstock/Getty Images)

Iogurte de morango

Panacota low carb de iogurte com calda de morango

 (Alexandra Vaz/BOA FORMA)



Fonte: Boa Forma - Amanda Panteri



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