Espécies em Extinção

Conservacionistas lutam para salvar espécies da extinção

Compartilhe:     |  26 de maio de 2018

Conservacionistas lutam para salvar espécies da extinção

O destino de algumas espécies ameaçadas, como o panda gigante, a iguana azul ou o falcão de Maurício, demonstra que as medidas de proteção às espécies ameaçadas podem funcionar, um sinal animador em um mundo onde a biodiversidade diminui a uma velocidade sem precedentes.

O replantio de cedros no Líbano, a reintrodução na Rússia de aves migratórias da espécie Eurynorhynchus pygmeus, ou o acompanhamento via satélite das tartarugas-verdes na Austrália são alguns dos programas de conservação que permitiram desacelerar o declínio frequentemente provocado pelo Homem e, em alguns casos, inclusive revertê-lo.

Esta é a mensagem que a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) quer transmitir nesta terça-feira (22), Dia Internacional da Biodiversidade.

A famosa “Lista Vermelha”, criada pela organização, é “a referência no que diz respeito às espécies animais e vegetais ameaçadas de extinção”.

Põe o foco na situação dramática de um planeta confrontado com a sexta extinção em massa, muito mais rápida que as outras cinco registradas nos últimos 500 milhões de anos.

Mas, “do cedro do Líbano ao grande hapalemur (lemurídeo de Madagascar), há histórias que provam que a conservação funciona”, antecipa a UICN.

“A sexta extinção está em andamento”, mas “estes feitos em matéria de conservação mostram que ainda há esperança para o futuro do nosso planeta”, afirmou Craig Hilton-Taylor, que dirige a Lista Vermelha.

O emblemático panda gigante viu sua população aumentar de 1.216 exemplares em 1988 a 1.864 em 2014, o que permitiu tirá-lo da categoria “em perigo”, embora continue sendo “vulnerável”. Mas, “os esforços devem continuar” porque as mudanças climáticas ameaçam o bambu, base de sua alimentação, insiste a UICN.

Graças à reintrodução das iguanas azuis criadas em cativeiro na ilha Gran Cayman, a espécie não está mais em “perigo crítico”, mas “em perigo” desde 2012, e o número de répteis continua crescendo.

Em 1974, o falcão de Maurício, com apenas quatro indivíduos, estava à beira da extinção. Hoje, há cerca de 400 destas aves de rapina, um dos feitos mais importantes no mundo em termos de salvaguarda de aves, destaca a UICN.

Não muito longe, a raposa-voadora da ilha Rodrigues passou de menos de uma centena de indivíduos nos anos 1970 para mais de 25.000, graças ao reflorestamento.

Quanto ao hapalemur, da família dos lêmures, era considerado extinto antes de sua “redescoberta” em 1986 em uma região de Madagascar. E embora ainda esteja “em risco crítico”, as medidas de salvaguarda “têm efeitos positivos”.

E na Etiópia, hábitat do lobo-abissínio, o carnívoro mais ameaçado da África, está agora em grande parte protegido, embora os esforços de preservação deste canídeo estejam prejudicados pelas doenças transmitidas pelos cachorros domésticos.



Fonte: ISTOÉ



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