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Contra a obesidade: no Reino Unido, anúncios de junk food serão banidos da TV e da internet

Compartilhe:     |  31 de julho de 2020

Você chegou a ver quinhentos memes no Facebook e outras redes, brincando com o fato de que todo mundo estava engordando na pandemia por causa do lockdown? Pois é! Os memes eram sérios. Veja por que.

O Reino Unido decidiu proibir qualquer publicidade de alimentos não saudáveis (junk food) antes das 21h online ou na TV. Essa medida faz parte de uma estratégia para combater a obesidade e, consequentemente, as internações por Covid-19.

De acordo com informações do The Guardianquase dois terços dos adultos na Inglaterra têm sobrepeso ou obesidade, além de uma em cada três crianças em idade escolar.

Devido à pandemia de coronavírus, o governo britânico passou a chamar a obesidade de “bomba-relógio”, pois quase 8% dos pacientes internados com a doença, são obesos mórbidos.

Além disso, o primeiro-ministro Boris Johnson, que foi salvo da Covid-19, ressaltou que combater a obesidade é uma forma de lutar contra a doença, pois o excesso de peso coloca as vítimas em risco de doenças e mortes mais graves.

Usando isso como estratégia, o governo disse que proibirá anúncios de junk food antes das 21h e lançará uma breve consulta sobre se isso deve ser estendido à proibição geral de anúncios de doces e fast-food online.

Outras medidas incluem a proibição de chocolates, batatas fritas e doces no caixa, bem como a exibição de calorias nos cardápios de bares e restaurantes, inclusive de bebidas alcoólicas que possuem calorias vazias.

Desejos por alimentos altamente calóricos

Segundo informações do Cancer Research UK, metade dos anúncios de alimentos mostrados na TV eram de produtos com altíssimo teor de gordura, açúcar e sal. Esse número aumenta para quase 60% entre as 18 e 21h, horário em que as crianças mais assistem TV.

O maior problema desses anúncios é o fato deles provocarem desejos por alimentos altamente calóricos e, consequentemente, a dietas ruins. Por esse motivo, o intuito é tirar o foco das porcarias e mostrar apenas as opções saudáveis, além de fornecer suporte para ajudar as pessoas a gerenciarem o peso.

Os ativistas contra obesidade sugeriram ainda que o governo ordene a reformulação dos produtos altamente calóricos e inclua taxas sobre os piores como açúcar, refrigerante, milkshake, etc. Além dessas medidas, os serviços de acompanhamento nutricional e de saúde serão expandidos para ajudar os britânicos a perderem peso, com o incentivo dos médicos que irão prescrever exercícios para os pacientes obesos.

De acordo com a nutricionista Alison Tedstone,

“a principal razão pela qual engordamos é o que comemos e bebemos, mas ser ativo também é importante”.

Ela é nutricionista chefe da Public Health England, que publicou uma pesquisa revelando que os adultos consomem 200-300 calorias extras por dia. Esses valores extrapolam as recomendações diárias para uma pessoa.

Não foi a toa que o governo utilizou a foto do primeiro-ministro Boris Johnson passeando com seu cachorro após curar-se da Covid-19. Ele mesmo disse que, com pequenas mudanças, é possível reduzir os riscos à saúde e garantir uma proteção contra o coronavírus. Segundo ele, combater a obesidade é uma delas e sua experiência na unidade de terapia intensiva fez com que ele adotasse uma abordagem mais intervencionista com relação à obesidade.

Economia

Além da proibição dos anúncios de junk food na TV e internet antes das 21h, outra medidas já estão em andamento para incentivar as pessoas a escolherem melhor seus alimentos. Os descontos em itens com alto teor de gordura e açúcar serão desencorajados em favor de descontos em frutas e legumes.

A rotulagem de calorias será obrigatória também em cafés e delivery com mais de 250 funcionários. É justo que o consumidor receba as informações corretas sobre todo tipo de alimento que irá comprar, ajudando-os a realizarem escolhas mais saudáveis.



Fonte: GreenMe - Eliane A Oliveira



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