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Contrabando ilegal afeta 18% de animais vertebrados, diz estudo

Compartilhe:     |  8 de outubro de 2019

Uma pesquisa publicada na revista Science revela que cerca de 18% de todas as espécies terrestres de vertebrados (aves, mamíferos, répteis e anfíbios) são afetadas pelo comércio ilegal de animais silvestres. As finalidades são muitas: para comer, fazer remédios ou mesmo ser criados como animais de estimação.

Segundo o estudo, bilhões de plantas e animais selvagens são negociados ilegalmente para atender a uma demanda global em rápida expansão, que arrecada entre US$ 8 bilhões e US$ 21 bilhões anualmente.

Os autores da pesquisa, vinculados a universidades norte-americanas e britânicas, avaliaram os efeitos do comércio de animais silvestres em mais de 31.700 espécies de vertebrados usando dados da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Flora e Fauna Silvestre e da Lista Vermelha da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN). O resultado mostra que 5.579 espécies (aproximadamente 18% das espécies analisadas) são comercializadas. Aves e mamíferos são mais visados do que répteis e anfíbios.

As espécies comercializadas estão em classificações mais altas de ameaça de extinção em comparação àquelas que não são vendidas. A pesquisa revela que anfíbios e répteis são comercializados principalmente como animais de estimação (que inclui animais domésticos e para exposições, circos ou zoológicos); pássaros são domesticados e consumidos para alimentação, roupas e remédios – assim como mamíferos.

Os experts também perceberam que criaturas com corpos grandes são mais comercializadas do que aquelas com corpos pequenos. E os traficantes têm como alvo animais com características consideradas exóticas – o que inclui 3.196 espécies, segundo a pesquisa.

Para tentar frear o comércio de animais, a equipe desenvolveu um modelo para prever quais espécies atualmente têm um risco maior de ser comercializadas no futuro. Os cientistas se baseiam nos padrões das espécies favoritas dos contrabandistas e aplicam isso a animais com o mesmo “perfil”. Por exemplo, tem aumentado o comércio da ave calau-de-capacete, que tem um “chifre” de queratina, semelhante ao marfim. A estrutura é usada para esculpir joias.

A equipe admite que o comércio de animais silvestres é difícil de ser combatido, já que muitos contrabandistas caçam ilegalmente. Eles sugerem políticas específicas vinculadas a acordos transnacionais, na esperança de que incentivos econômicos para proteção, e não exploração, ajudem comunidades locais a protegerem a biodiversidade.



Fonte: Galileu



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