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Conviver com cães na infância reduz risco de desenvolver esquizofrenia

Compartilhe:     |  12 de janeiro de 2020

Crianças que convivem com cachorros têm uma chance menor de desenvolver esquizofrenia na vida adulta, segundo um estudo da Universidade Johns Hopkins (EUA) publicada no periódico PLOS One.

“Transtornos psiquiátricos graves têm sido associados a alterações no sistema imunológico ligadas a exposições ambientais no início da vida, e como os animais domésticos geralmente são as primeiras coisas com as quais as crianças têm contato próximo, era lógico explorar as possibilidades de uma conexão entre os dois”, diz Robert Yolken, líder do estudo.

Os cientistas analisaram também a relação entre transtorno bipolar e o convívio com cães, mas não encontraram nada significativo. O estudo descobriu também que não há qualquer relação entre a exposição a gatos na infância com o diagnóstico de bipolaridade e esquizofrenia. As informações são do portal Viva Bem, do UOL.

Para chegar a estas conclusões, os pesquisadores analisaram os primeiros 12 anos de vida de 1.371 homens e mulheres entre 18 e 65 anos, sendo que 396 deles tem esquizofrenia, 381 foram diagnosticados com transtorno bipolar e 594 que não têm nenhuma dessas doenças.

De acordo com estudos anteriores, expor crianças a gatos e cachorros pode alterar o sistema imunológico de várias formas, incluindo respostas alérgicas, contato com bactérias e vírus.

Em 2017, cientistas descobriram que conviver com um cão antes de completar três anos de idade ajuda a reduzir em 40% as chances de se desenvolver asma quando adulto. O estudo analisou 20 mil crianças.

Para a doutoranda Silvia Colicino, líder do estudo, o fato dos cães serem mais “sujos” do que os gatos faz com que as crianças que convivem com cachorros sejam expostas a bactérias no início da vida, estimulando o sistema imunológico e aumentando a produção de anticorpos que previnem alergias.



Fonte: Anda



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