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Cooperar financia projetos sustentáveis muda a vida de 43 mil pessoas na Paraíba

Compartilhe:     |  5 de junho de 2016

Pelo menos 43 mil pessoas tiveram suas vidas impactadas para melhor pelas ações do Projeto Cooperar, nos últimos quatro anos. Elas compõem as 26 mil famílias de pequemos produtores que residem e trabalham em 509 comunidades rurais paraibanas, que desenvolveram empreendimentos produtivos nas áreas de piscicultura, apicultura, fruticultura, artesanato, ovinocaprinocultura, dentre outros setores.

Os investimentos no programa alcançaram US$ 28 milhões, dos quais US$ 20,9 milhões foram oriundos do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) e os US$ 7,1 milhões se constituíram em contrapartida nacional, parte do Tesouro Estadual, e parte como contrapartida econômica da comunidade beneficiária. Atualmente, considerando a cotação do dólar, em torno de R$ 3,50, o valor total desses investimentos chegariam a mais de R$ 100 milhões.

O projeto da Associação dos Catadores de Material Reciclado (Ascamare), de Bonito de Santa Fé, apoiado pelo Governo do Estado, por meio do Cooperar e Banco Mundial, é um exemplo de sucesso, em termos de ações de inclusão socioeconômica dos beneficiários, e está servindo de modelo para novos grupos que pretendem adentrar ou aperfeiçoar a atividade, tendo sido premiado em 1º lugar, dentre os 63 participantes na premiação nacional Cidade Pró-Catador, promovida pela Secretaria Geral da Presidência da República. Três experiências de projetos de reciclagem de resíduos sólidos foram implantadas pelo Cooperar e Banco Mundial no último convênio, nos municípios de Itabaiana, Bonito de Santa Fé e Pombal, num investimento superior a R$ 1 milhão, atendendo diretamente 238 famílias.

O elenco de ações do Projeto Cooperar, nos últimos quatro anos, inclui a inauguração de centro social da produção familiar em diversas comunidades rurais, a exemplo do Distrito Rua Nova, no município de Belém, onde foram investidos R$ 193,8 mil, beneficiando 255 famílias. O centro social da produção familiar tem como foco a qualificação de mão de obra. Já 84 famílias de agricultores familiares do município de Dona Inês receberam uma usina de beneficiamento de caju, onde foram investidos R$ 94,5 mil.

Outro exemplo, nas ações do Cooperar, foi a instalação de uma unidade de extração de mel, no município de Tacima, onde foram aplicados R$ 101,6 mil no projeto, em benefício de 19 famílias do assentamento Vazante. No campo da produção de mel, o Governo do Estado, por meio do Cooperar, já computava, em 2013, a construção e instalação de 25 subprojetos para coleta do produto.

Outro bom exemplo de melhoria de vida para a população rural, após os investimentos feitos pelo Projeto Cooperar e Banco Mundial, foi o crescimento dos negócios e o consequente aumento da produção de polpa de frutas de duas para 15 toneladas mensais, na comunidade Chã do Jardim, em Areia, onde 200 famílias dispuseram de R$ 131,5 mil para adquirir uma câmara fria para armazenar a produção, um transporte que vem servindo de apoio à logística na distribuição da produção, além de material para escritório, vestimenta para os trabalhadores envolvidos na fabricação do produto, embalagens, rótulos, entre outros.

A produção de cocada na quenga, uma tradição no município de Lucena, no Litoral Norte, foi outra atividade que recebeu investimentos do Cooperar e que, por causa disso, teve um grande impulso. As cerca de 60 mulheres da Associação Mãos que se Ajudam, produtoras da famosa ‘Cocada na Kenga’, passaram a gerenciar melhor os negócios, aumentando as vendas para 8 mil unidades e faturamento de R$ 16 mil por mês. Além dos R$ 395,4 mil, elas receberam capacitação do Projeto Cooperar.

Só em 1.024 subprojetos, o Cooperar investiu R$ 56,9 milhões, abrangendo 9 regiões, polarizadas por Areia, Cajazeiras, Campina Grande, Cuité, Itaporanga, Litoral, Monteiro, Patos e Pombal. Ao todo, foram beneficiados 157 municípios, com 642 subprojetos de infraestrutura, nos quais foram investidos R$ 30,7 milhões; 21 subprojetos sociais, onde se investiu R$ 1,7 milhões; e 361 subprojetos produtivos, que tiveram investimentos de 24,5 milhões.

Banco Mundial aprova projeto de US$ 50 milhões

O gestor estadual do Projeto Cooperar, Roberto da Costa Vital, é da opinião que o Governo do Estado, por meio Cooperar, ao financiar os projetos de inclusão produtiva e trabalhar para a sustentabilidade desses projetos, em resposta às demandas das próprias comunidades rurais beneficiadas, com resultados avaliados como positivos, nos últimos quatro anos, se credenciou junto ao Banco Mundial para a realização de um novo convênio. “O Cooperar está atualmente consolidando as últimas informações, os últimos preparativos para um novo projeto com o Banco Mundial. Temos muito a comemorar e os motivos são os mesmos que nos credenciaram junto ao banco mundial para criar um novo projeto: o sucesso das ações do Cooperar nos últimos anos”, argumentou.

Segundo ele, o PB Rural Sustentável, no valor de US$ 50 milhões, foi aprovado pelo Banco Mundial, e vai ser assinado no dia 4 de agosto, quando começa o processo de elaboração de projetos.  Roberto Vital revelou que o impacto das avaliações feitas pelo Banco Mundial e pelas ouvidorias independentes foi tão favorável, que credenciou o Cooperar para uma proposta mais ambiciosa e desafiadora, que é o PB Rural Sustentável. O convênio, que está em negociação com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird), deve ser oficializado no início de julho e destinará US$ 80 milhões para investimentos em ações voltadas às comunidades rurais, beneficiando cerca de 165 mil pessoas em todo o Estado, nos próximos seis anos.

Do valor total de US$ 80 milhões destinado ao convênio, que corresponde atualmente a um valor de referência de aproximadamente R$ 282,4 milhões, com base numa taxa de câmbio de R$ 3,5 por dólar, US$ 50 milhões são oriundos do empréstimo junto ao Banco Mundial e US$ 30 milhões representam a contrapartida do governo estadual e das comunidades envolvidas. A parte da contrapartida do Estado, proveniente do Tesouro Estadual, soma US$ 22,3 milhões, e a parte referente às comunidades, financiada pelo Banco do Nordeste, será de US$ 6,7 milhões.

“Estivemos numa comitiva esta semana, durante quatro dias, da segunda a quinta-feira, em Brasília, onde discutimos o contrato. A equipe multidisciplinar do Estado, envolve não só o Cooperar, mas a Secretaria do Planejamento, a Controladoria Geral do Estado e a Procuradoria Geral do Estado. Tratou-se da última missão de negociação desse novo contrato com o Banco Mundial, que deve ser implementado a partir de 1º de julho”, explicou.

A melhoria de acesso à água potável e a introdução de tecnologias e práticas agropecuárias modernas e adaptadas às condições climáticas do semiárido, são os principais objetivos do projeto. Deverão ser executados 150 subprojetos de sistemas de abastecimento d’água completos; 280 subprojetos de sistemas de abastecimento d’água singelos; 210 subprojetos de Cisternas de Alambrado; e 100 subprojetos de Sistemas de Dessalinização, totalizando 740 subprojetos, além de 572 subprojetos de redução da vulnerabilidade agroclimática. “A proposta é, a partir de julho, começar a contratar a elaboração desses projetos, para que nos anos de 2017 e 2018 sejam aplicados 60% desses recursos”, ressaltou Roberto Vital.

Ele informou que uma missão do Banco Mundial estará na Paraíba, de 6 a 10 de junho, para tratar exclusivamente com quem trabalha, produz, vende, ou tem algum negócio relacionado com tecnologia verde. “Na oportunidade, vamos ouvir pessoas das universidades, dos centros de pesquisas, agricultores que têm o que mostrar na sua experiência relacionada com tecnologias verdes, ou seja, com as tecnologias de convivência com a seca, onde não se utilizam agroquímicos, nem fogo. Vamos conversar com quem trata a agricultura como sustentação da vida, ou seja, como cultura de preservação do ambiente, da fauna, das águas, das florestas e das microfloras”, detalhou.

Cooperar prioriza comunidades rurais e sedes de pequenos municípios

O Projeto Cooperar abrange 222 municípios do Estado, excetuando-se assim João Pessoa, e atende comunidades rurais e sedes municipais com até 7.500 habitantes, tendo como prioridade as populações indígenas, quilombolas e assentados da reforma agrária. A identificação e seleção dos subprojetos cabe às comunidades, através de suas associações e cooperativas. A priorização e o encaminhamento dos pleitos para análise e aprovação do Projeto Cooperar fica sob a responsabilidade dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS).

As ações do Cooperar são executadas através de subprojetos classificados por categorias, a exemplo dos subprojetos de infraestrutura, que compreendem investimentos visando proporcionar facilidades a serviços públicos e às comunidades, por meio da implantação de sistemas de abastecimento d’água singelo e completo, passagem molhada, cisternas, melhoria de acesso rural, complexo sanitário domiciliar, dentre outros.

Outra categoria importante é a dos subprojetos sociais, nos quais os investimentos são de uso associativo orientados para a integração social e a melhoria de bem estar das comunidades, a exemplo da gestão de resíduos sólidos, atividades culturais, centro social de inclusão produtiva e produção comunitária.

Já os subprojetos produtivos proporcionam investimentos de natureza produtiva a serem operacionalizados pelas associações e cooperativas, cuja produção esteja voltada para o mercado. São ações de apoio à apicultura, caprinocultura, piscicultura, avicultura alternativa, agricultura irrigada, usina de beneficiamento de leite, produção artesanal, dentre outras.



Fonte: Jornal A União - Alexandre Nunes



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