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Coquetel de anticorpos é estudado como tratamento para Covid-19

Compartilhe:     |  17 de junho de 2020

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, avaliaram diversos anticorpos humanos para determinar a combinação mais potente para formar um coquetel de tratamento contra a Covid-19. O estudo, realizado em colaboração com cientistas da Regeneron Pharmaceuticals, foi publicado na última segunda-feira (15) na revista científica Science.

Anticorpos são proteínas que o sistema imunológico produz naturalmente em resposta a patógenos, caso de vírus e bactérias. Essas partículas, entretanto, só são produzidas pelo nosso corpo após entrarmos em contato com o microrganismo nocivo. Logo, tratamentos baseados em anticorpos buscam “turbinar” a resposta imunológica, fornecendo anticorpos para patógenos que nosso organismo talvez ainda não conheça.

Para desenvolver o coquetel contra o novo coronavírus, os pesquisadores investigaram quais anticorpos teriam maior capacidade de se ligar à proteína spike do Sars-CoV-2. É por meio dela que o vírus infecta nosso organismo — mas, com anticorpos conectados nessa estrutura, ele não poderia entrar nas células

Os estudiosos avaliaram milhares de anticorpos humanos presentes no plasma sanguíneo doado por pacientes que tiveram a doença e se recuperaram. Eles também utilizaram anticorpos produzidos por ratos geneticamente modificados para sintetizar anticorpos humanos quando infectados pelo novo coronavírus.

Os resultados mostraram que a combinação de dois anticorpos forma um mix poderoso contra o Sars-CoV-2. “Um objetivo importante desta pesquisa foi avaliar os anticorpos mais potentes que se ligam a diferentes moléculas na proteína spike, para que possam ser misturadas como tratamento”, disse Stuart Weston, coautor do estudo, em comunicado.

O coquetel agora está sendo testado em um novo ensaio clínico que investigará se a terapia pode melhorar a condição de pacientes com Covid-19. Além disso, o tratamento será avaliado como terapia preventiva em pessoas saudáveis que trabalham na linha de frente do combate à pandemia e, por isso, têm risco alto de adoecer.

“Essa pesquisa em particular não apenas contribui para uma nova terapia potencial contra a Covid-19, mas também pode ter implicações mais amplas em termos do desenvolvimento de terapias com anticorpos para outras doenças”, disse Dean Albert Reec, professor da Universidade de Maryland que não esteve envolvido no estudo.



Fonte: Revista Galileu



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