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Cor azul é observada em penas de pássaro de 48 milhões de anos

Compartilhe:     |  1 de julho de 2019

Cientistas identificaram uma ave fossilizada de penas azuis graças a uma nova descoberta que nos permite dizer quais pigmentos fossilizados são, de fato, azuis. Os restos da ave foram recuperados do poço Messel, na Alemanha, cerca de 48 milhões de anos após o seu desaparecimento e ostenta a mais antiga evidência de plumagem azul identificada até hoje.

Publicado no Journal of the Royal Society Interface, o estudo explica que, depois de milhões de anos de fossilização, as penas desapareceram, mas os pigmentos de melanina (chamados melanossomas) podem ser preservados. Cada uma das cores tem suas próprias características e os melanossomas associados à plumagem azul são muito mais longos do que largos e têm uma notável semelhança com melanossomos envolvidos na produção da cor cinza.

Cientistas encontram indícios da plumagem azul (Foto: Divulgação)

Os cientistas identificaram uma maneira de descobrir a cor verdadeira, incluindo as espécies de Eocoracias brachyptera que foram objeto desta pesquisa em particular. A chave para a descoberta foi a possibilidade de comparar os fósseis de E. brachyptera com seus equivalentes modernos, as aves coraciiformes, presentes nos continentes africano e europeu. Essa análise ajudou os pesquisadores a descobrir se eles estavam analisando fósseis de pássaros azuis ou cinzas.

Ao avaliar a predominância de azul e cinza nas árvores genealógicas das aves vivas e estudar os melanossomas nos fósseis de E. brachyptera, os pesquisadores concluíram que havia apenas uma chance de 19% de suas penas serem da cor cinza. “Com base nesses resultados em nossa publicação, também sugerimos a possível transição evolutiva entre a cor azul e cinza”, diz Babarović.



Fonte: Revista Galileu



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