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Coreia do Sul proibirá criação de cachorros para consumo humano

Compartilhe:     |  17 de junho de 2018

Defensores dos direitos animais comemoraram a aproximação do fim de fazendas de cães na Coreia do Sul

Um projeto de lei apresentado no início deste mês promete acabar com o sofrimento de cachorros na Coreia do Sul. Ele sugere a criminalização da produção de cachorros em massa para consumo humano, informou o Korea Times.

De acordo com o Animal Liberation Wave, existem mais de 3.000 fazendas de cachorros no país. Elas são responsáveis pelo assassinato de mais de um milhão de cães todos os anos. Em janeiro, a organização lançou uma campanha para proibir a produção e consumo de cachorros e defini-los legalmente como companheiros. O grupo espera que o projeto se torne lei e acabe de vez com essa indústria sanguinária na Coréia.

Os cães têm um status legal muito complicado na Coréia do Sul. A perversa prática de comer sua carne é milenar e estimulada pela crença que aumenta a virilidade. Coreanos mais jovens, no entanto, se opõem à tradição impiedosa. Graças a isso o número de restaurantes de carne de cachorro tem declinado constantemente.

Embora a carne de cachorro não possa ser comercializada através de grandes canais de distribuição, como outros animais, sua venda no país ainda é legalizada. As únicas restrições existentes hoje são que os animais não sejam mortos em áreas abertas ou na frente de outros.

Essa questão recebeu grande atenção durante os Jogos Olímpicos de Inverno sediados no início do ano na Coreia do Sul. Os atletas de diversas delegações se impuseram contra o consumo da carne de cães.

Gus Kenworthy, um esquiador americano, ganhou as manchetes durante os jogos ao se posicionar sobre o assunto. Em janeiro ele lançou uma campanha de adoção de cachorros que seriam mortos nesses tipos de matadouros. Ele adotou Beemo, um dos 80 cães resgatados de uma fazenda perto de Seul pela Humane Society International (HSI).

Depois de chegar aos EUA em março, a Beemo ganhou até seu próprio Instagram, com 134 mil seguidores.

Mas no último domingo (27), o jovem cão faleceu inesperadamente devido um problema de nascença incurável. Kenworthy e seu namorado estão desolados com a perda. “Beemo foi realmente a melhor coisa que já aconteceu comigo e eu me sinto tão feliz por nosso tempo emprestado juntos”, escreveu ele no Instagram.

Caso a lei seja aprovada, salvará mais de 2,5 milhões de cães criados anualmente para consumo humano no país.



Fonte: Anda



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