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Coronavírus: quinta-feira foi o dia com maior número de mortes na China

Compartilhe:     |  30 de janeiro de 2020

China anunciou nesta quinta-feira (30) o balanço mais grave de mortes provocadas pelo novo coronavírus em apenas um dia, com 38 vítimas.

A preocupação mundial com a epidemia aumenta no mesmo ritmo do número cada vez maior de contágios — já são 7.805 casos na China, com 170 mortes, e 96 casos em outros 18 países; ainda não foram registrados óbitos fora do país de origem do coronavírus.

Organização Mundial da Saúde (OMS), que fez um apelo para que o mundo inteiro atue na questão, fará uma reunião nesta quinta-feira para determinar se a epidemia constitui uma emergência sanitária internacional.

Desde dezembro, quando a epidemia teve início, 170 pessoas morreram na China. Trinta e oito faleceram nesta quinta-feira, o dia mais letal desde a detecção do novo coronavírus. Quase todos os óbitos aconteceram na província de Hubei, cuja capital é Wuhan, epicentro do novo patógeno.

O número de pacientes contagiados se aproxima de 7.700 na China continental, muito acima das 5.327 pessoas infectadas em 2002 e 2003 pela SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave). Há quase 20 anos este coronavírus deixou 774 mortos no mundo, 349 deles na China.

Wuhan, uma metrópole de 11 milhões de pessoas na região central da China, está em quarentena e isolada do mundo há uma semana, assim como quase toda província de Hubei.

As 56 milhões de pessoas que vivem na área isolada, o que inclui milhares de estrangeiros, não podem sair da região.

Japoneses contagiados

Estados Unidos e Japão foram os primeiros países a retirarem, na quarta-feira, parte de seus cidadãos. Na madrugada desta quinta-feira, um avião francês decolou com destino a Wuhan para repatriar 250 pessoas.

Outros países pretendem organizar operações similares, como Itália, Alemanha e Canadá.

Uma aeronave com britânicos a bordo que deveria sair nesta quinta-feira de Wuhan não decolou pela falta de autorização da China. O governo do Reino Unido afirmou que espera organizar o retorno o mais rápido possível.

Dos 195 americanos que chegaram na quarta-feira a uma base militar na Califórnia, nenhum apresentava sintomas do vírus. Todos permanecerão isolados durante 72 horas.

No Japão, porém, dos 206 repatriados três estavam infectados, somando-se aos demais oito casos já registrados previamente.

— Uma das três pessoas que apresentaram resultado positivo já desenvolveu os sintomas, mas as outras duas, não — disse o ministro da Saúde, Katsunobu Kato.

A grande maioria de contaminados está na China, mas outros 15 países também foram afetados, com quase 80 casos confirmados.

Além disso, transmissões entre humanos foram registradas em três países, além da China: Alemanha, Japão e Vietnã.

— O mundo inteiro tem que atuar — advertiu na quarta-feira o diretor do programa de urgências da OMS, Michael Ryan.

Neste contexto, governos e empresas estão aumentando as medidas para tentar conter a propagação da epidemia.

Várias companhias aéreas, como a British Airways, a alemã Lufthansa, a espanhola Iberia, ou a indonésia Lion Air, suspenderam os voos para a China continental.

Os governos de Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos recomendaram que seus cidadãos evitem viajar para o país asiático. Além disso, a Rússia anunciou que vai fechar a fronteira com a China.

Eventos esportivos cancelados

Wuhan, no coração da epidemia, parece uma cidade fantasma há vários dias.

No restante do país, os moradores evitam frequentar shoppings, cinemas e restaurantes.

Na luta para frear a propagação do vírus, o governo chinês prolongou o recesso de Ano Novo lunar até 2 de fevereiro, com o objetivo de evitar os grandes deslocamentos de pessoas nos transportes.

O país cancelou várias competições esportivas internacionais, como as provas da Copa do Mundo de esqui alpino. Nesta quinta-feira, as autoridades anunciaram o adiamento do início da temporada 2020 de futebol.

Além do setor aéreo, a epidemia provoca incertezas para o conjunto das perspectivas econômicas mundiais, advertiu o presidente do Federal Reserve (Fed, Banco Central americano), Jerome Powell.

Grandes empresas como Toyota, IKEA, Starbucks, Tesla, McDonald’s e a gigante da tecnologia Foxconn decidiram suspender de forma temporária a produção, ou fechar suas lojas na China.



Fonte: Extra - Sébastien Ricci, da AFP



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