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Corte o consume de carne e introduza o passaporte de vacina para reduzir o risco de novos vírus

Compartilhe:     |  24 de maio de 2021

Grandes populações de humanos e animais criam o terreno fértil ideal para doenças infecciosas, afirma o professor

O estilo de vida dos humanos, tais como tutelar animais domésticos e comer muita carne, criou a “tempestade perfeita” para a emergência e propagação de doenças infecciosas como o Covid-19, alerta um professor.

A população mundial crescente e o aumento do número de animais domésticos e de criação para consumo criaram um terreno fértil ideal para que os vírus se transmitam entre humanos e animais, segundo Cock Van Oosterhout, professor de genética evolutiva.

Os países devem urgentemente adotar o passaporte de vacinação e maximizar a “variação genética” em gados, e devemos reduzir o quanto de carne consumimos, ele argumenta em um novo artigo.

Devastar florestas para criação de animais para consumo e o comércio ilegal de animais selvagens aumentam o risco de vírus, que podem se fundir.

Ano passado os principais cientistas mundiais de biodiversidade alertaram que as pandemias futuras seriam mais frequentes, de mais rápida difusão, matariam mais pessoas e causariam danos econômicos muito piores sem as mudanças fundamentais quanto às abordagens ambientais e à exploração de animais selvagens.

O professor Van Oosterhout, da Escola de Ciências Ambientais da Universidade de East Anglia, disse: “nós seres humanos temos vivido de um modo não sustentável durante os últimos séculos. Agora temos uma população numerosa – não só de humanos, mas também de animais domésticos e gado. ”

“Isso proporciona um terreno fértil para a evolução e transmissão de doenças zoonóticas infecciosas que passam de animal a animal até o hospedeiro humano. ”

O número de gado é 10 vezes maior que o número de toda a vida selvagem junta, segundo seu artigo publicado no jornal Virulence. Mas, a falta de variedade genética em animais de fazenda gera oportunidades para o desenvolvimento e transmissão de doenças.

O professor Van Oosterhout afirmou que: “a combinação de uma quantidade alta de biomassa do gado e a pouca variação genética alterou o equilíbrio co-evolutivo com os patógenos zoonóticos. ”

“A destruição de habitats, o comércio ilegal de animais selvagens e outras ações humanas possibilitaram o contato de muitas espécies umas com as outras – e isso facilita a propagação, o refluxo e a hibridização de patógenos. ”

“Visto que estamos em contato constante com nossos animais domésticos e com o gado, há diversas oportunidades de os vírus passarem de animais para humanos, e de humanos de volta para os animais. ”

“De modo geral, essas condições criaram uma tempestade perfeita para a evolução e transmissão de doenças zoonóticas infecciosas. ”

Ele afirma que os seres humanos precisam urgentemente “redefinir o desequilíbrio co-evolutivo” e controlar a propagação de patógenos com o uso de passaportes de vacinação, com a maximização da variação genética em gados e com a redução do consumo de proteína animal.

“É o momento de começarmos a reconhecer que nossa saúde, meio ambiente e economia global estão intimamente interligados, ” ele acrescentou. “Patógenos como o Sars-CoV-2 continuarão a evoluir quando puderem infectar humanos em qualquer lugar do mundo.”

Ativistas, vestidos com trajes de risco biológico e máscaras cirúrgicas, em 18 países, estão planejando demonstrações “seguras contra o Covid”, requisitando do mundo a transição para um sistema alimentar baseado em plantas.



Fonte: Anda - Jane Dalton (The Independent) - Traduzido por Cibele Garcia



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