Nasceu, no Jardim Zoológico de Lisboa, uma cria de Órix-de-cimatarra, uma espécie extinta no seu habitat natural e em que os espécimes que existem estão sob cuidados humanos e em áreas protegidas vedadas. A nova cria, que ainda está a dar os seus primeiros passos, aumenta um pouco mais a esperança da reintrodução destes animais no habitat natural, do qual está extinto há 15 anos.

A cria, com cerca de 15 kg, é uma importante vitória no trabalho realizado pela conservação desta espécie. O Zoo de Lisboa tem contribuído para a proteção desta espécie através da participação no Programa Europeu de Reprodução, que financia a sua preservação no habitat natural e apoiando os programas de conservação no norte de África, onde já criaram parques naturais reservados à inclusão dos órix-de-cimitarra na natureza.

A extinção da espécie na natureza deveu-se a uma combinação letal entre à desertificação da zona e a longos períodos de seca, à caça intensiva a partir de veículos com armas modernas e a redução de habitat natural devido à expansão agrícola local e ao pastoreio de gado doméstico.

Os Órix-de-cimatarra podem chegar aos 200 kg em adulto e aos 1,50 metros de altura. Ambos os sexos possuem longos cornos curvados para trás, que podem ir até 1,20 m de comprimento. Possuí cascos largos, e falsos cascos proeminentes, que facilitam a caminhada no deserto.

Esta nova cria é uma esperança real para a sobrevivência da espécie e vai ajudar a que a reintrodução no habitat natural fique cada vez mais próxima, uma vez que é uma espécie que Vive em manadas com mais de 10 indivíduos numa hierarquia linear estabelecida e com um macho dominante. Espécie ruminante que se alimenta sobretudo de herbáceas. Bebe água sempre que a encontra disponível, mas pode passar longos períodos sem beber. Apesar de não se ter a certeza da sua longevidade, alguns indivíduos já chegaram aos 30 anos de idade.

Fonte: Gazeta do Rossio