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Crianças cariocas estão mais gordinhas que as paulistanas, diz estudo

Compartilhe:     |  7 de janeiro de 2015

Na guerra contra a obesidade, as crianças cariocas saíram perdendo em relação às paulistanas. Uma pesquisa feita em outubro do ano passado mostrou que 55,7% dos pequenos no Rio estão acima do peso ideal, contra 27,8% em São Paulo. O estudo, feito em comunidades carentes, faz parte do programa “Meu pratinho saudável”, uma parceria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) com a LatinMed Editora em Saúde.

Cerca de 350 crianças, de 4 a 11 anos, foram avaliadas na Cidade de Deus e no bairro de Paraisópolis. Para a médica Elisabete Almeida, coordenadora da iniciativa, dois fatores explicam os resultados: o aumento da renda entre as classes mais baixas, que facilitou o acesso a produtos industrializados, e o fato de mais pais estarem trabalhando fora, o que aumentou o consumo de alimentos considerados práticos, como os congelados.

Troca ruim

— O problema é que as crianças estão trocando a refeição habitual, com o bife, o arroz, o feijão e a salada, pelo consumo exagerado de biscoitos recheados, macarrão instantâneo, suco de caixinha, achocolatados e salgadinhos. Esses alimentos acarretam o sobrepeso, que é um passo para a obesidade — diz a médica.

A obesidade pode causar hipertensão, colesterol alto e diabetes, entre outras doenças. Para frear o aumento de peso, a orientação é investir numa dieta o mais natural possível.

— O ideal é reduzir a ingestão de industrializados: em vez do suco de caixinha, por exemplo, beber o suco natural ou comer uma fruta — ensina Elisabete Almeida, lembrando que o exemplo dos pais é essencial para que os pequenos consigam aderir à alimentação saudável.

Apesar de estarem mais gordinhas, as crianças cariocas disseram ter hábitos melhores do que as paulistanas. No Rio, 71% relataram o consumo regular de frituras; 70%, de doces; e 76%, de refrigerantes. Em São Paulo, os percentuais foram 75%, 76% e 80,5%, respectivamente. Os pesquisadores suspeitam que, no Rio, a prática de atividade física seja menor.

 



Fonte: Extra - Camilla Muniz



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