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Cuidados nos primeiros mil dias do bebê podem prevenir doenças na idade adulta

Compartilhe:     |  20 de maio de 2015

A saúde da criança brasileira melhorou muito nos últimos anos: há menos mortes, desnutrição e infecções. No entanto, o número de bebês nascendo com peso baixo (menos de 2,5 quilos) e prematuros aumentou, assim como o de adultos sofrendo com doenças crônicas. Estudos comprovam que o cuidado que mães e pais dedicam nos primeiros mil dias do bebê — 270 da gestação + 365 do primeiro ano + 365 do segundo ano — são primordiais para uma vida saudável, mesmo depois de adulto.

A campanha “Toda gestação dura 1000 dias”, da Pastoral da Criança, em parceria com a Rede Globo, destaca a importância desse compromisso dos pais com seus filhos, um cuidado que começa com um pré-natal bem feito e segue com uma alimentação balanceada e hábitos saudáveis, como a prática de exercícios e o não consumo de álcool e cigarro. Até a escolha por um parto sem intervenções desnecessárias pode influenciar.

O primeiro a destacar a importância desses mil dias foi o médico inglês David Barker. Ele percebeu que crianças nascidas durante a 1ª Guerra Mundial, cujas mães tiveram uma gestação ameaçada pelos efeitos de uma guerra — alimentação inadequada, estresse diário, entre outros problemas —, nasciam com baixo peso e, ao longo da vida, desenvolviam doenças relacionadas às condições desse período de gravidez e primeiros anos da criança. Barker concluiu que pessoas que nasceram com baixo peso tinham maior risco de vir a ter doenças do coração, colesterol alto, diabetes, obesidade, hipertensão, entre outras doenças.

— Temos convicção de que, com essa campanha, muitas vidas serão salvas, e as crianças terão uma perspectiva de uma velhice saudável — afirma Nelson Arns Neumann, coordenador nacional adjunto da Pastoral da Criança.

A campanha oferece o aplicativo “1000 dias”. Basta se cadastrar para receber dicas de acordo com o tempo de gestação ou a idade do bebê.

Dicas para as mamães

– Pré-natal: os exames e as consultas médicas são fundamentais para a saúde da mãe e do bebê. Ao descobrir a gravidez, deve-se marcar uma consulta. Siga sempre a orientação do médico.

– Ácido fólico: é preciso preparar o corpo antes mesmo da gestação. Tenha uma alimentação saudável e já comece a tomar um suplemento de ácido fólico antes mesmo de engravidar. O ácido fólico é fundamental para o desenvolvimento do cérebro e do coração do bebê e deve ser tomado até o terceiro mês de gestação.

– Atividade física: exercícios ajudam a evitar dores na coluna, fortalecem os músculos para carregar o peso da criança e preparam o corpo para o parto normal. Alongamento, hidroginástica e caminhada são boas opções. Exercícios ajudam ainda na circulação.

– Alimentação da mãe: durante a gestação, carne e peixe cru estão proibidos pois podem transmitir toxoplasmose e prejudicar o bebê. O ideal é ter uma alimentação variada e bem colorida, incluindo grãos, verduras, legumes, frutas, leite, ovos, peixes e carnes bem cozidas. E cuidado com o excesso de sal e açúcar.

– Drogas: cigarro, drogas e álcool na gravidez estão vetados. Além de nascer prematuro e com baixo peso, o bebê pode nascer com problemas físicos e mentais. Bebês expostos à fumaça do cigarro têm mais risco de ter pneumonia, asma e bronquite. E as toxinas também passam pelo leite materno. Se você é fumante, essa é a hora de parar.

– Barriga para cima: na hora de o bebê dormir, coloque-o sempre de barriga para cima. Dormir de lado ou de barriga pra baixo aumenta o risco de morte súbita.



Fonte: Extra - Flávia Junqueira



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