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Dá para emagrecer com o pilates, prática que caiu no gosto popular?

Compartilhe:     |  7 de setembro de 2019

Não é de hoje que o pilates caiu no gosto das pessoas. Mas uma coisa é certa: parece que ele não vai sair de moda tão cedo. A prática, considerada uma das mais democráticas de todas, quase não tem restrição de idade e condicionamento (jovens, adultos e idosos de todos os tipos físicos são bem-vindos). Contudo, por ser de baixo impacto e não fazer a gente suar tanto, muita gente tem um certo preconceito e até ceticismo sobre seus reais efeitos. Afinal, ele emagrece ou não?

Segundo a especialista em biomecânica do pilates Jéssica Roberta Silva, da Health4u Academia, esse não é exatamente o principal objetivo da atividade. “Por gerar um baixo gasto calórico, a gente não pode afirmar que o pilates é suficiente para a perda de peso. Por outro lado, ele é capaz de definir o corpo todo. E se somarmos isso a uma alimentação equilibrada e atividades aeróbias, podemos sim provocar o emagrecimento.”

Sem contar os outros inúmeros benefícios proporcionados pelas sessões. “Apenas para citar alguns, temos o fortalecimento dos músculos, alinhamento da coluna vertebral e consequente melhora da postura, do equilíbrio e da flexibilidade. Além de proteção das articulações, ajuda na respiração, mais concentração, controle mental, coordenação e consciência corporal”, explica a instrutora. Ufa!

E a ciência não só parece concordar com tudo isso como ainda acrescenta mais. Um estudo feito na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), por exemplo, estudou voluntárias mulheres, sedentárias e hipertensas e apontou que o pilates pode reduzir a pressão e consequentemente diminuir os riscos de AVC. Já outra, da Universidade do Sul de Santa Catarina, detectou que as mulheres idosas que praticavam o pilates, além serem mais flexíveis e fortes, também tinham uma visão mais otimista da vida do que mulheres sedentárias da mesma faixa etária. Já te convencemos a testar uma aula? Então vem saber mais sobre:

O método de exercícios que une fortalecimento com flexibilidade tem como base os seguintes princípios: concentração, controle, respiração e movimentos fluidos. Bem no estilo da yoga, não é mesmo?

Mas diferentemente da prática milenar asiática, o pilates foi criado pelo alemão Joseph Hubertus Pilates, “que teve complicações respiratórias desde a infância. Por conta dos seus problemas de saúde, fez a junção de vários exercícios com base na observação de animais e bebês”, afirma Jéssica. Esse tipo de condicionamento criado por ele foi denominado contrologia.

Como funciona?

Os exercícios são realizados através de uma expiração forçada, e assim estimulam o recrutamento de músculos muito profundos do corpo. “É como uma ativação de dentro para fora. Os estímulos isométricos (aqueles que exigem de uma região sem precisar de movimentos) e até os mais dinâmicos reforçam a mobilidade, força e pedem concentração”, diz. Foco, aliás, é uma coisa que você precisa ter: Jéssica afirma que a aula deve ser feita com o abdômen contraído a todo momento.

E como são feitas as sessões de pilates?

Individuais ou coletivas, as aulas são sempre supervisionadas por um instrutor, que avalia a necessidade dos alunos e ministra os exercícios adequados para cada um. O professor monitora sempre a postura de execução e a respiração, que podem facilitar os muitos movimentos realizados nos aparelhos de pilates (Cadillac, Reformer, Chair, ou Lader Barrel). Fala-se em três momentos:



Fonte: Boa Forma



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