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De acordo com estudo conhecemos apenas 0,0001% das espécies do planeta

Compartilhe:     |  7 de maio de 2016

No maior estudo deste tipo já feito na história da humanidade, uma equipe de cientistas americanos concluiu que a Terra é o lar de aproximadamente um trilhão de espécies diferentes. Se isto for verdade, significa que tudo o que conhecemos hoje representa menos de 0,0001% do todo.

Para chegar a essa conclusão, os biólogos responsáveis pela pesquisa construíram uma base de dados usando mais de 35 mil análises de figuras microscópicas e não-microscópicas, acumulando 5.6 milhões de espécies de todos os continentes e mares do mundo, com exceção da Antártida.

Estimar o número de espécies da Terra é um dos maiores desafios da biologia”, disse Jay T. Lennon, pesquisador da Universidade de Indiana e um dos membros da equipe que escreveu o estudo. “Nosso estudo combina os maiores bancos de dados de modelos ecológicos disponíveis. Esta grande quantidade de informação nos deu uma estimativa rigorosa do número de espécies microbiais no planeta”, concluiu.

Obviamente, esta não é a primeira tentativa de estimar a quantidade de espécies do planeta, mas, desta vez, devidos aos inúmeros e imensos avanços tecnológicos, a pesquisa deve receber alguma credibilidade entre a comunidade científica. “Estimativas antigas praticamente ignoravam os microrganismos. Até recentemente, havia poucas ferramentas que pudessem estimar com credibilidade o número de espécies microbiais que vivem em nosso ecossistema, mas, hoje, o advento da tecnologia de análise de sequenciamento de DNA fornece uma quantidade de informações sem precedentes”, explicou Lennon.

Para ajudar a entender o tamanho do avanço científico, Lennon explica: “Antes da tecnologia de análise de sequenciamento de DNA, acreditávamos que um grama de solo tinha cem tipos de microrganismos, hoje, sabemos que pode armazenar até um bilhão de organismos”.

A pesquisa é elucidativa, mas os próprios pesquisadores ainda a tratam com cautela, já que ainda estamos dando os primeiros passos na análise de organismos microscópios. “Nosso estudo sugere que há mais espécies microbiais em nosso planeta do que estrelas em nossa galáxia. É preciso termos calma e frieza com os resultados, mas isso mudará de uma vez por todas o que sabemos sobre a árvore da vida”, afirmou o pesquisador.

*Com supervisão de Nathan Fernandes



Fonte: Revista Galileu



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