Notícias

Projeto Replantando Vida atua em duas frentes: meio ambiente e cidadania para os detentos

Compartilhe:     |  20 de junho de 2015

Imagina se fosse possível reflorestar a Mata Atlântica e de quebra, com isso, proteger também os rios? Essa ideia utópica pode, sim, tomar forma. É o caso do viveiro em Magé, Rio de Janeiro, considerado o berçário de árvores como as quaresmeiras, suínas e embaúbas, nativas da Mata Atlântica. O projeto da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos), Replantando Vida, existente desde 2008, tem plantado os primeiros exemplares em volta do rio Guandu, em Seropédica, município de Itaguaí, e no Rio Macacu, na cidade de Cachoeiras de Macacu.

Essas mudinhas já estão virando árvores e serão o reforço verde para alguns riachos urbanos. A ideia é que as plantas sejam cultivadas e, após seu crescimento, possam ser levadas para outras áreas com necessidade maior de plantio.

O projeto não só contempla a recuperação da vegetação como também é uma forma de reintegrar os detentos do Presídio Estadual Marco Aurélio Vergas Tavares de Mattos, onde 180 homens, a maioria já próxima de cumprir a pena, recebe treinamento de professores da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) para cuidar das mudinhas das 7h às 16h. O sistema funciona da seguinte maneira: a cada três dias de trabalho, descontam-se 24 horas do tempo total da sentença, porém só os presos com bom comportamento são chamados para contribuir com o projeto.


Detentos comutam dias da pena com o plantio
das mudas

Pensando nisso, a Cedae quer acelerar o ritmo da plantação e reivindica a participação de mais 150 trabalhadores, também oriundos do sistema prisional. Se eles vierem, a meta será atingir, daqui a um ano, o cultivo de mais 1 milhão de plantas.

E haja mudinhas! Segundo cálculos do professor Paulo Leles, do Instituto de Florestas da própria UFRRJ, para dar início a um processo de restauração da mata apenas na área do Paraíba do Sul, o rio mais caudaloso e mais importante para o abastecimento dos fluminenses, são necessárias 20 milhões de plantas. Nesse ritmo, contando com mais 15 viveiros como o de Magé, seriam 40 anos de atuação — mas os primeiros resultados viriam em 20 anos, a metade do tempo.

Com informações o Planeta Sustentável.



Fonte: Bayer Jovens



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Holanda se torna o primeiro país sem cães abandonados – e não precisou sacrificar nenhum

Leia Mais