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Demanda por alimentos veganos favorece mercado de cogumelos

Compartilhe:     |  8 de julho de 2020

A demanda por alimentos veganos está impulsionando não apenas a busca por alternativas industrializadas, mas também culturas já tradicionais que estão se expandindo no mundo em consequência da mudança de hábitos dos consumidores.

Um exemplo é o cogumelo, que a partir de variedades como champignon, shitake e ostra, ultrapassou no final de 2019 um valor de mercado de mais de R$ 287 bilhões, segundo relatório da empresa de pesquisa global Imarc.

A projeção para os próximos anos é melhor ainda, com previsão de chegar a R$ 463,3 bilhões até 2025, com taxa de crescimento anual composta de pelo menos 8,3%.

Variedades ricas em nutrientes

“São uma fonte rica em potássio, riboflavina, selênio e vitamina D e comprovadamente são altamente benéficos na construção da imunidade, no gerenciamento de peso e na minimização dos riscos de várias doenças crônicas”, destaca a pesquisa, acrescentando que mais consumidores estão reconhecendo seus benefícios.

“Devido à mudança de preferências em relação aos alimentos veganos, os cogumelos ricos em proteínas, vitaminas e minerais estão se tornando um dos preferidos substitutos da carne.”

O produto também tem sido introduzido no desenvolvimento de novos tipos de bebidas e medicamentos. “Auxiliam no tratamento de doenças, como hipercolesterolemia e hipertensão. Além disso, possuem propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e antitumorais”, frisa.

Pecuaristas trocam animais por cogumelos

Nos Estados Unidos, até pecuaristas estão deixando de criar animais para consumo e investindo em cogumelos. Um exemplo é o casal Jennifer e Rodney Barrett que vive em uma fazenda no sudoeste do Arkansas, onde criaram bovinos e frangos para consumo por 18 anos.

Com o apoio de Renee King-Sonnen do Rowdy Girl Sanctuary, que também já foi pecuarista, eles ingressaram no Rancher’s Advocacy Program (RAP) – um projeto que ajuda produtores rurais a migrarem para atividades mais sustentáveis.

“O RAP garantiu a nossa sobrevivência enquanto fizemos a transição para a cultura de cogumelos. A estrada tem sido longa, mas já aprendemos muito e estamos cheios de esperança em relação ao futuro”, diz Jennifer.

Produto também atrai mercado de industrializados

Nos EUA, o mercado de produtos industrializados também viu no cogumelo um ingrediente valioso. A startup Outstanding Foods, fundada por Dave Anderson, que participou do desenvolvimento dos produtos da Beyond Meat e da Just, e Bill Glaser, lançou em 2019 um chips à base de cogumelo com sabor de bacon.

O produto que tem o apoio de famosos como Emily Deschanel e Alan Cumming já é comercializado em grandes redes de supermercados. Baseado em cogumelo ostra (shimeji-preto), o PigOut possui pouca quantidade de gorduras em comparação aos produtos tradicionais e faz parte de uma proposta da startup de desenvolver alternativas à carne de porco, o que inclui “tiras de bacon” baseadas em vegetais.

“Nós vemos o PigOut não como a totalidade de nossos negócios, mas uma porta de entrada para estabelecer nossa marca e depois introduzir outros produtos”, garante Anderson.

Cogumelo semelhante à carne de frango

Para veganos e vegetarianos que sentem falta do gosto e da textura da carne de frango, uma boa alternativa pode ser o cogumelo laetiporus sulphureus, conhecido como frango-da-mata. A espécie do Reino Fungi se destaca pela cor vibrante e, dentro de suas camadas aveludadas, há uma “carne vegetal” que tem gosto muito semelhante ao da carne de frango.

Originário da América do Norte e de algumas partes da Europa, o frango-da-mata tem sido utilizado na culinária vegetariana pela textura, sabor e versatilidade. O cogumelo pode ser preparado frito, cozido, assado, com molhos, etc. Em síntese, é considerado bastante maleável.

No entanto, segundo a revista online Atlas Obscura, é preciso ter cautela para não confundir as espécies, já que há outros cogumelos semelhantes ao Laetiporus sulphureus, mas que podem causar problemas gastrointestinais. “Ele normalmente cresce no verão e no outono. A textura deve ser firme e macia. Se desmanchar quando você tocá-lo, é porque está velho demais para ser consumido”, sugere a publicação.



Fonte: Anda



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