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Derretimento das geleiras da Groenlândia preocupa cientistas

Compartilhe:     |  5 de janeiro de 2020

Grandes fendas estão se formando nas geleiras, causando grandes escoamentos de água. Entenda como isso pode afetar todo o planeta.

Cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, fizeram um registro impressionante: através de drones com câmeras, eles captaram o momento em que um lago no meio das geleiras da Groenlândia, com aproximadamente cinco milhões de litros d’água, foi reduzido a um terço de seu volume em apenas cinco horas. Eles acompanharam o escoamento da água através de uma grande rachadura no gelo, formando uma espécie de cachoeira. Para se ter uma ideia, com essa quantidade de água daria para encher duas mil piscinas olímpicas.

Essa pesquisa deu origem a um estudo, publicado no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), que mostra a formação das grandes fendas na geleira da Groenlândia, que se abrem cada vez mais por causa do aumento do volume de águas, ocasionado pelo derretimento. Agora a equipe está pesquisando sobre as possíveis alterações na camada de gelo, à medida que as temperaturas continuem se elevando nas próximas décadas.

No auge do último verão, entre junho e julho do ano passado, a Groenlândia registrou temperaturas 20ºC acima da média. O calor foi tão intenso, que afetou cerca de 40% da camada de gelo superficial.

Derretimento acelerado

Esse derretimento que vem ocorrendo na Groenlândia, preocupa os cientistas há muito tempo, principalmente porque esta região é a que mais contribui para a elevação do nível do mar em todo o planeta.

Alguns cientistas preveem que até 2030 a média global do nível do mar pode passar dos 15 metros, trazendo riscos, principalmente para quem vive nas regiões litorânea. Se o mar avançar sobre essas ilhas e cidades, haverá, além do prejuízo para milhares de pessoas, a extinção de muitas espécies da fauna e da flora. Os cientistas dizem ainda que, se todo o gelo da Groenlândia derretesse, a elevação média dos mares poderia chegar a sete metros, o que seria catastrófico.

Qual o motivo?

Amostras de gelo mais antigas, revelaram que as atividades humanas são as grandes responsáveis por este problema. Um estudo publicado em 2016 mostrou que o aquecimento em algumas regiões começou por volta de 1830, ou seja, após a Revolução Industrial. Isso leva os pesquisadores a entenderem que o dióxido de carbono liberado na atmosfera é o grande influenciador das alterações do clima que, consequentemente, contribui para elevar as temperaturas do planeta.

O derretimento das geleiras nos verões das últimas duas décadas, atingiu níveis aproximadamente 50% mais altos do que antes da Revolução Industrial, e a velocidade da perda de gelo na superfície da Groenlândia, aumentou quase seis vezes desde os anos 80.

Por isso, se as emissões de gases que causam o efeito estufa não forem reduzidas, e as geleiras continuarem derretendo, até o final deste século toda a água do planeta subirá 33 centímetros.

Apesar de todas essas previsões e suposições, os cientistas enfatizam que ainda há tempo para combater as mudanças climáticas e poupar as geleiras da Groenlândia. O único caminho para impedir que o pior aconteça, é apostar em novas tecnologias que reduzam drasticamente a emissão de gases que provocam o efeito estufa. É claro que não se trata de uma tarefa fácil, mas enquanto ainda temos a chance de fazer essa escolha, tudo é válido.



Fonte: Pensamento Verde - Fernanda Correia



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