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Derretimento das geleiras do Himalaia dobrou desde 2000, mostra pesquisa

Compartilhe:     |  22 de junho de 2019

A velocidade com que as geleiras do Himalaia estão derretendo dobrou desde a virada do século, revelou uma análise das imagens feitas por um “satélite espião”. O fenômeno é resultado do aquecimento global — e pode ser ilustrado pelo reaparecimento de diversos corpos de aventureiros que tentaram escalar o Monte Everest.

A pesquisa mostrou que 8 bilhões de toneladas de gelo são perdidas a cada ano e não são substituídas pela neve. Além disso, as montanhas mais baixas estão encolhendo 5 metros de altura por ano. “Esse é o quadro mais claro até agora de por que e quão rápido as geleiras do Himalaia estão derretendo desde 1975”, disse Joshua Maurer, do observatório Lamont-Doherty Earth, da Universidade de Colúmbia, ao The Guardian.

O estudo foi feito por uma equipe dos Estados Unidos que usou 42 imagens da cordilheira feitas ilegalmente por satélites militares durante a Guerra Fria (e que hoje estão disponíveis online).

Graves consequências serão sentidas por aqueles que dependem dos grandes rios. “É a crise climática que você não ouviu falar”, apontou Philippus Wester, que estuda o assunto. Segundo ele, mais de 1 bilhão de pessoas que vivem no sul da Ásia serão afetadas com o derretimento.

“A Ásia enfrenta um desastre épico entre ondas de calor extremas e fluxos de água reduzidos do Himalaia”, declarou Joerg Schaefer, coautor da nova pesquisa. “Precisamos de um despertar da sociedade e gastar uma parte significativa da nossa economia para evitar os riscos catastróficos que enfrentamos.”

Os especialistas rastrearam mudanças em 650 montanhas do Himalaia, o equivalente a cerca de 50% do total. Em média, as superfícies das geleiras diminuíram 22 centímetros por ano entre 1975 e 2000, e 43 centímetros por ano desde então.

Embora as geleiras das cadeias montanhosas de Karakoram e Kunlun estejam estáveis ​​ou até cresceram em alguns lugares, é preciso prestar atenção. “Mesmo as geleiras nas montanhas mais altas do mundo estão respondendo aos aumentos da temperatura global do ar, impulsionados pela combustão de combustíveis fósseis”, relatou Joseph Shea, da Universidade do Norte da Colúmbia Britânica, no Canadá.



Fonte: Revista Galileu



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