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Desamar e morrer ou amar e sobreviver? Eis uma questão ecológica relevante

Compartilhe:     |  11 de dezembro de 2014

Por Hiram Firmino

Está na Bíblia: “Confia no Senhor de todo o teu coração. Reconhece-O em todos os seus caminhos e Ele endireitará as tuas veredas”. Está também nesta edição especial da Revista Ecológico, comemorativa ao “V Prêmio Hugo Werneck de Sustentabilidade & Amor à Natureza”: “Do pioneirismo de Paulo Nogueira Neto às veredas de Guimarães Rosa, em defesa do Cerrado brasileiro”.

Foram nessas vertentes de ecologia espiritual e humana que buscamos a inspiração temática, este ano, para a realização de mais uma premiação em nome da natureza que nos resta no planeta. A notícia pós-evento é alvissareira: nem tudo está mesmo irremediavelmente perdido. Como defendemos em cada edição, caro leitor, ainda resta uma esperança. Ela tem a cor verde e é pontual na escolha de vários cidadãos conscientes, ONGs valentes, de empresas sérias e políticos comprometidos, todos a seu tempo, com o desenvolvimento sustentável. 

É o que você vai conferir nesta edição, se confortando na própria história do planeta e da humanidade errante sobre ele – travessia e ponto. Como o autor de “Grande Sertão: Veredas” nos ensinou, a história evolutiva da raça humana sobre essa Terra milagrosamente azul que nos dá vida e abriga nunca foi feita pela maioria. Mas, sim, pela minoria. A maioria de nós, desde que descemos das árvores, sempre preferiu o matadouro.

É triste, mas é verdade. É real e faz parte do processo natural da vida. Tal como os grandes perfumes estão nos pequenos frascos, os exemplos de sustentabilidade e preservação ambiental que a Ecológico premiou são poucos diante do tamanho da degradação que nos aflige. Mas suficientes para acelerar nosso destino comum em curso: ou nos salvamos todos ou não sobrará ninguém para contar tamanho pecado ecológico, que é não amar, respeitar e preservar essa beleza de planeta que Deus nos deu. Conheça os vencedores do Prêmio Hugo Werneck, nas próximas páginas, para entender o motivo de tamanha esperança. 

Desamar e morrer ou amar e sobreviver? Eis a questão ecológica. Se for para inviabilizar o planeta e morrermos juntos, a Ecológico tem uma receita poética, vinda do Pantanal mato-grossense. Se for para morrer, então que morramos, no mínimo, com dor de árvore. É o que você vai ler na “Memória Iluminada” de Manoel de Barros. E ele não está sozinho. Tem ainda o discurso hídrico de Bruna Lombardi que, em 2014, “bombou” nas redes sociais com um vídeo simples, nos ensinando a tomar banho em apenas cinco ecológicos minutos, e ainda aproveitando a água para lavar calcinhas (e também cuecas!).

Temas, reportagens, entrevistas e mensagens desejando um ótimo Natal e Ano-Novo é o que não faltam nesta edição de fim de ano. Junte-se aos bons e premiados exemplos. Junte-se às crianças e adolescentes que também nos leem e acessam, prezado leitor, “e o mundo será um só”, como já cantou Lennon. Um mundo de esperança na sustentabilidade e em nós mesmos, por meio da inteligência, da sabedoria e do amor à natureza.

É só trocar o “eu acredito” pelo “nós acreditamos” de todas as torcidas e cores, que o arco-íris logo resplandece no céu de nossa pátria ainda tão desamada por nossos governantes. E responder, como os nossos premiados deste ano, quanto vale a sombra de um buriti. Fácil assim!

Boa leitura e até a próxima lua cheia! 

 



Fonte: Revista Ecológico



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