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Descoberta de fóssil de baleia sem dentes é avanço promissor no campo da ciência

Compartilhe:     |  1 de dezembro de 2018

Cientistas da revista “Current Biology” publicaram um estudo, nesta última quinta-feira (29), que revela a descoberta de um fóssil de baleia chamada Maiabalaena (que significa ‘baleia mãe’), de 33 milhões de anos,. O destaque é a ausência de dentes e barbatanas (‘cerdas’ de queratina que têm o papel de filtrar a água).

O fóssil encontrado em rochas em Washington, capital dos Estados Unidos, foi analisado pelos cientistas, que chegaram à conclusão de que a característica peculiar da baleia expressa uma posição intermediária na linha de evolução.

 A Maiabalaena veio depois dos primeiros ancestrais que apresentavam arcada dentária, mas precederam as baleias mais modernas que apresentam barbatanas. Simplificando, isso significa que as baleias perderam os dentes antes que pudessem ter barbatanas.

Segundo o estudo, os mistérios por trás da transição funcional dos dentes para as barbatanas ainda permanece desconhecida, já que a semelhança entre origem e estrutura ainda é pouco clara.

A análise a ausência dessas características na Maiabalaena é compatível com estudos feitos recentemente que mostram que, tanto a perda dos dentes, quanto a origem das barbatanas, são transformações evolutivas independentes, ou seja, não apresentam a mesma base estrutural e têm genéticas separadas.

Mas se elas não tinham dentes sou barbatanas, como as Maiabalaenas se alimentavam? A alimentação era feita através de um método de sucção eficaz, que só foi possível devido à anatomia da cavidade oral e dos ossos das gargantas que impediam que o mamífero sentisse falta de dentes ou barbatanas.

A presença de barbatanas nas baleias modernas mostra o nível evolutivo em que o animal está e que é extremamente superior ao de outros mamíferos. Para os pesquisadores, entender e estudar a evolução em baleias de barbatana é similar a outras evoluções nos tetrápodes (vertebrados com quatro membros), como exemplo, a evolução das escamas em penas, no caso das aves.

Esse não foi o primeiro estudo publicado pela revista relacionado à evolução desses mamíferos. Em 2017, os cientistas divulgaram que, além da alimentação por sucção, as baleias tinham membros traseiros e mergulhavam para caçar suas presas.

Através de outro fóssil descoberto no sul do Peru, semelhante às atuais orcas, essa baleia era um caçador ativo, com boca adaptada para atacar e morder; e com a presença de membros traseiros, mesmo que atrofiados.



Fonte: Último Segundo - iG



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