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Descoberta proteína que controla os mecanismos de desenvolvimento do milho

Compartilhe:     |  11 de julho de 2020

Pesquisadores afilhados ao centro de pesquisa genômica para mudanças climáticas (GCCRC), organizado pela Universidade de Campinas (Unicamp) descobriram uma proteína envolvida na resistência do milho ao clima seco, altas temperaturas e invasão fúngica. Essa descoberta abre caminho para o desenvolvimento de plantas e produtos mais resistentes à seca que reduzem as perdas de produção em um momento em que as mudanças climáticas globais ameaçam o rendimento das culturas em todo o mundo, diz André Julião, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

Os pesquisadores nomearam a nova proteína de quinase inativa sensível à seca 1 (DRIK1). Eles também encontraram uma molécula sintética que se liga ao DRIK1 e pode ser usada no futuro para cultivar plantas nas quais a atividade das proteínas é naturalmente reduzida ou para desenvolver produtos que inibem a proteína.

“Em condições normais, a proteína controla os mecanismos de desenvolvimento da planta e inibe os genes para a resposta ao estresse. Em clima seco ou quando a planta é atacada por patógenos, os níveis da proteína são reduzidos e a resposta necessária é ativada para controlar os efeitos do estresse hídrico, do estresse térmico ou do ataque de patógenos “, afirmou Paulo Arruda, professor do Instituto de Biologia, (IB) da UNICAMP.

Para identificar a molécula que se liga à proteína, os pesquisadores usaram uma plataforma desenvolvida pelo Centro de Química Medicinal da UNICAMP (CQMED) para descobrir alvos moleculares para medicamentos. Dirigido por Arruda, o CQMED também é um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT) cofinanciado no estado de São Paulo pela FAPESP.



Fonte: Agrolink



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