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Descubra a última refeição de Ötzi, o homem de gelo que viveu há mais de 5 mil anos

Compartilhe:     |  23 de outubro de 2020

É mais do que sabido que uma alimentação saudável pode trazer diversos benefícios para o indivíduo, como a prevenção de doenças, o aumento da energia, uma melhor qualidade de vida, entre outros.

Isso se tornou um pouco mais fácil nos dias atuais, principalmente com diversos estudos relacionados a essa área. Mas como será que nossos ancestrais se alimentavam? Essa pergunta foi parcialmente respondida graças a contribuição de Ötzi, o homem de gelo.

Considerado a múmia de gelo preservada naturalmente mais antiga que se tem notícia, Ötzi viveu há 5,3 mil anos, no período Neolítico. Seu corpo foi encontrado acidentalmente em 1991, por um casal de montanhistas que se aventurava pelos Alpes, perto da fronteira entre Áustria e Itália.

Imagens do trato digestivo de Otzi / Crédito: Divulgação/ South Tyrol Archeology Museum

No entanto, um estudo mais avançado sobre o interior de seu estômago só foi divulgado em julho de 2018. “Conseguimos comprovar que ele teve uma proporção notavelmente alta de gordura em sua dieta, suplementada com carnes selvagens de íbex (caprino que habita os Alpes) e de veado, trigo selvagem e vestígios de um tipo de samambaia”, comentou Frank Maixner, pesquisador e coordenador do Instituto Eurac de Estudos da Múmia da Universidade de Bolzano, na Itália.

“O material do estômago da múmia foi extraordinariamente bem preservado, em comparação com amostras do intestino delgado previamente analisadas”, afirmou o cientista na época. “Também verificamos grandes quantidades de biomoléculas únicas, como lipídios, o que abre novas oportunidades metodológicas para abordarmos questões sobre a dieta de Ötzi.”

Maixner explica que esse processo nunca havia sido feito anteriormente, pois, existia uma grande dificuldade em ‘encontrar’ o estômago do Homem de Gelo, que acabou mudando de lugar no processo de mumificação — “subindo” em relação ao seu lugar natural. Com isso, uma tomografia computadorizada, foi realizada em 2009 — 18 anos depois de ele ser encontrado.

O estudo apontou que o íbex foi uma das principais fontes de gordura da dieta de Ötzi, já que metade se seu estômago era de gordura adiposa. “O ambiente alto e frio é particularmente desafiador para a fisiologia humana. E requer o fornecimento ideal de nutrientes, para evitar a fome rápida e a perda de energia”, explicou o biólogo Alberto Zink. “O Homem do Gelo, ao que parece, tinha plena consciência de que a gordura é uma excelente fonte de energia.”

Imagem da análise do tecido de Otzi / Crédito: Divulgação/ South Tyrol Archeology Museum

Existe a hipótese que ele as ingeriu como forma medicinal, já que foi constatado que no seu intestino abrigava parasitas. Outra possibilidade é que ele a tenha comido sem querer, já que o Homem de Gelo pode ter embrulhado sua carne com a planta e a ingerido acidentalmente.

Além de seu intestino, seus tecidos também foram estudados durante anos. Com isso, foi possível concluir que Ötzi morreu entre 30 e 45 anos. Ele media cerca de 1,65 metro de altura.

Uma tomografia feita em 2001 mostrou que ele tinha uma ponta de flecha em seu ombro, além de um profundo ferimento na palma de sua mão. Com isso, a explicação mais aceita é que ele tenha falecido por uma lesão no ombro que atingiu uma de suas artérias.



Fonte: AH - Aventuras na História



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