Notícias

Descubra os fatores silenciosos e doenças podem levar ao ganho de peso

Compartilhe:     |  18 de novembro de 2019

Muitos dizem que perder peso é apenas uma conta de soma e subtração: deve-se gastar mais calorias do que se come. Porém, existem alguns fatores silenciosos que podem estar interferindo nesse processo, fazendo com que o seu corpo não transmita os bons resultados da equação dieta e atividade física por completo.

Sintomas como cansaço excessivo, muito ou pouco apetite e descontrole emocional podem indicar que você esteja sofrendo com algum tipo de doença que interfira nos seus objetivos de emagrecimento. É sempre importante fazer exames e consultar médicos, mas para  ajudar especialistas descrevem alguns distúrbios que podem ter como efeito colateral o ganho de peso.

As doenças e os fatores abaixo podem variar de pessoa para pessoa e não são os únicos relacionados ao ganho de peso. Por isso é indispensável consultar um médico para entender se os itens listados abaixo interferem na sua saúde.

Hipotireoidismo
Hipotireoidismo é quando os hormônios emitidos pela glândula estão em baixa. Já o hiper, conta com a alta produção destes compostos. “A pessoa que não tem um bom funcionamento da tireoide pode ter desequilíbrios em outros sistemas. Eu faço uma analogia, como se a tireoide fosse o relógio do corpo, porque quando os níveis de hormônio estão muito baixos, a pessoa fica mais lenta, mais devagar, mais sonolenta, com sobrepeso, entre outras coisas, como batimento cardíaco lento e respiração mais devagar”, detalha Claudio Ambrosio, médico pós-graduado em endocrinologia e metabolismo pela Universidade da Califórnia.

As causas podem estar ligadas à genética ou devido à deficiência do hormônio TSH, responsável pela produção de outros dois compostos, o T3 e o T4, que ajudam a regular o metabolismo. “A mais comum é o hipotireoidismo de Hashimoto, que é uma doença autoimune, em que o anticorpo age contra a própria tireoide, ou seja, diminuindo os hormônios tireoidianos. Há também o hipotireoidismo secundário, provocado pela deficiência na produção do TSH. Neste caso, pode acontecer devido a um adenoma na hipófise, ou até mesmo causas pós-cirúrgicas, quando o paciente tem que fazer retirada da tireoide por câncer, por exemplo”, aponta Guilherme Renke, endocrinologista e cardiologista, titular da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Em ambos os casos, a solução é a reposição hormonal, receitada por um médico. Apesar de não haver recomendações específicas para a dieta de quem sofre de hipotireoidismo, Guilherme afirma que uma alimentação rica em nutrientes, como iodo, ferro, zinco e selênio, ajudam no trabalho da glândula.

É importante notar que a má regulação da dose de TSH ou a ausência do reabastecimento dessa substâncias, pode fazer com que você esteja engordando e se sentindo indisposto. O distúrbio pode ser detectado a partir de exames de sangue.

Diabetes
A diabetes tipo 2 aparece, geralmente, na fase adulta, e está muito ligada à má alimentação. Os dados de 2018 da Organização Mundial da Saúde (OMS), indicam que o número brasileiros diabéticos é de 16 milhões, sendo que o país ocupa o 4° lugar no ranking das nações com mais acometidos pela doença.

Os quadros caracterizam-se pela produção insuficiente de insulina pelo pâncreas ou por problemas no organismo ligados à dificuldade de recepção e utilização do hormônio “A insuficiência da insulina acontece progressivamente. No quadro da hiperinsulinemia, ocorre a resistência dos receptores ao hormônio, com isso, eles ficam saturados. Dessa maneira, o pâncreas aumenta a produção da insulina para poder vencer a resistência, até que ele não aguente mais e entre em falência”, explica Guilherme.

A obesidade ou sobrepeso estão na lista dos maiores sintomas. Por ser uma doença que se desenvolve com o passar do tempo, é posível detectar a pré-diabetes e reverter o quadro. “O primeiro passo é identificar o motivo da pessoa estar na pré-diabetes. Por exemplo, a obesidade é um fator. Neste caso, vamos cuidar para que a pessoa reduza o peso e, na maioria das vezes, isso basta”, detalha Claudio.

Contudo, de acordo o médico, a perda de peso repentina e rápida pode indicar a doença. “A glicose aumenta muito no sangue e o corpo não a utiliza como combustível e começa a gastar outras fontes de energia, como massa muscular e gordura. Quando a pessoa toma insulina, no tratamento para diabetes, ela ganha peso”, explica.



Fonte: Casa e Jardim - BIANCA ALVES



Leia também:

Projetos ambientais
Aqui você é o Reporter

Espaço Animal

Considere aspectos individuais antes de sacramentar vínculo com animal de estimação

Leia Mais