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Desenho mais antigo da história da humanidade é descoberto na África

Compartilhe:     |  30 de setembro de 2018

Foi encontrado na África do Sul o primeiro desenho da história da humanidade do qual temos conhecimento. Estampados em uma rocha pequenina na caverna de Blombos, a 300 quilômetros da Cidade do Cabo, os rabiscos consistem em nove linhas pintadas na pedra com uma tinta avermelhada composta de pigmentos naturais. Por causa do cruzamento entre os traços, o desenho foi associado ao símbolo da hashtag, muito utilizado atualmente em redes sociais. O estudo foi publicado na revista científica Nature.

Os Homo sapiens viveram dentro e nos arredores da caverna entre 100 e 72 mil anos atrás. Lá, já haviam sido encontradas espécies de miçangas feitas de conchas e pedaços de ossos estilizados com padrões geométricos esculpidos. A estimativa dos pesquisadores é de que o desenho encontrado tenha sido feito há cerca de 73 mil anos – pelo menos 30 mil anos antes das ilustrações até então consideradas as mais velhas da nossa história.

No entanto, a rocha – que mede aproximadamente 38,6 milímetros de altura por 12,8 milímetros de largura – era, provavelmente, parte de um mineral muito maior, que deveria conter outras partes da estampa. Assim, a ilustração encontrada na África deve estar incompleta.

Segundo um arqueólogo da Universidade de Southampton, no Reino Unido, Alistair Pike, não é possível afirmar com certeza que os rabiscos se tratam de uma obra de arte. De acordo com ele, é possível que as marcas tenham sido deixadas de forma acidental por alguém que afiava uma ferramenta na rocha. Ainda assim, Pike afirma que o uso de tinta indica uma provável intencionalidade, apontando para uma imagem feita propositalmente.

Em contraponto, um dos cientistas do estudo, Christopher Henshilwood, da norueguesa Universidade de Bergen, diz ter certeza que se trata de arte. Ainda conforme suas ideias, a figura devia possuir algum significado dentro do grupo do qual seu autor participava.Em contraponto, um dos cientistas do estudo, Christopher Henshilwood, da norueguesa Universidade de Bergen, diz ter certeza que se trata de arte. Ainda conforme suas ideias, a figura devia possuir algum significado dentro do grupo do qual seu autor participava.



Fonte: Veja



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