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Desflorestamento provoca esgotamento dos solos e intensifica processos de erosão e desertificação

Compartilhe:     |  8 de Maio de 2015

CAPA

O desmatamento, também conhecido como desflorestamento, começou a ser visto no Brasil após a chegada dos portugueses, no ano de 1500, movidos pelo lucro que ganhavam com a venda do pau-brasil na Europa. Foi assim que começou a exploração da Mata Atlântica.

Desde então, o desmatamento em nosso país é constante. Depois da Mata Atlântica, outra vítima desse mal é a Floresta Amazônica, que é desmatada em busca de madeiras de lei, como o mogno, matéria prima que faz muitas madeireiras se instalarem na área para realizar a exploração ilegal. Um relatório divulgado pela WWF (World Wide Fund for Nature) no ano de 2000 apontou que o desmatamento na Amazônia já atinge 13% da cobertura original. Outra pesquisa da revista Science (publicada em julho de 2012) alerta que até 2050, poderá ocorrer a extinção de cerca de 80% das espécies animais (anfíbios, mamíferos e aves) em áreas que sofreram desmatamento.

A Mata Atlântica está em situação ainda mais grave, já que apenas 9% da mata sobreviveu a cobertura original que era vista em 1500. Vários tipos de animais e vegetais já são dados como extintos, tudo isso em função do desmatamento.

Atualmente, estão inclusos nos países que mais promovem o desmatamento economias emergentes, isso se deve ao fato de que por mais que esses países tentem controlar esse problema, o desmatamento avança de acordo com a evolução de seus sistemas econômicos. Até pouco tempo, o Brasil era apontado como campeão mundial no desmatamento, principalmente devido ao crescimento da fronteira agrícola sobre as áreas da Floresta Amazônica. Porém, recentemente, nosso país foi ultrapassado pela Indonésia, que possui uma ampla área verde, porém desfloresta duas vezes mais do que é desmatado anualmente no Brasil.

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No Brasil, segundo levantamentos realizados pela Organização das Nações Unidas (ONU), atualmente são desmatados quase sete milhões de hectares por ano. Entre as milhares de consequências do desmatamento, podemos citar:  o esgotamento dos solos com a intensificação de processos de erosão e desertificação, extinção ou degradação de rios e lagos por conta do maior acúmulo de sedimentos gerados, ocorrência de desequilíbrios climáticos em razão da ausência das florestas que tinham como função gerar mais umidade do ar e absorver o calor atmosférico, dentre outros problemas.

Para conter essa ação, existe o Plano do desenvolvimento sustentável, que defende o desenvolvimento econômico em parceria com políticas que visam à preservação do meio ambiente, essa atividade é defendida por ambientalistas e empresários que entendem as consequências da deteorização ambiental.



Fonte: Opersan



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