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Designers transformam cavaletes de políticos em mobílias sustentáveis

Compartilhe:     |  19 de novembro de 2014

Mesmo sendo proibidos em diversas cidades brasileiras, os cavaletes de propagandas eleitorais ainda são muito comuns. No entanto, ao invés de irem para o lixo, essas peças se transformam em diferentes mobílias através do trabalho de dois projetos: Marceneiro Curitiba e Mobiliário Político.

As iniciativas surgiram de forma independente em Curitiba e São Paulo. Ao se unir, eles abordaram o tema de forma ainda mais ampla, transformando um material que inicialmente era um problema urbano em móveis, com foco em design, sustentabilidade e participação da comunidade.


Foto: Divulgação

De um lado, o Marceneiro Curitiba incentivou os candidatos a doar os cavaletes, reciclou mais de dez toneladas de madeira e criou sete modelos de móveis. As peças foram batizadas com nomes de moradoras do Asilo São Vicente de Paulo, instituição que vai receber parte da renda das vendas dos móveis. Já o Mobiliário Político – uma parceria entre o arquiteto e designer Mauricio Arruda, a Mobilize Brasil e a agência J.Walter Thompson – criou um projeto open source tomando por base cinco modelos de peças, permitindo que qualquer pessoa construa seus próprios móveis a partir de tutoriais disponíveis na internet.


Foto: Divulgação

Para produção dos vídeos tutoriais, foram recolhidos cavaletes ilegais, reaproveitados por Arruda, que mostra o passo a passo da construção no site do projeto. Com a parceria, a Marceneiro Curitiba, além dos próprios móveis, também construirá outros com o design do Maurício Arruda, aumentando o número de itens disponíveis para atender o asilo.


Foto: Divulgação

“Até por trabalharmos com madeira e sabermos a importância deste material, sentimos a necessidade de mostrar que ele não pode ser descartado como lixo ou usado de forma indevida”, afirma Daniel Ferrarezi, sócio do Marceneiro Curitiba. Para Maurício Arruda do Mobiliário Político, o destino do lixo é um grande problema em todas as cidades brasileiras, e no caso da propaganda eleitoral com o agravante de atrapalhar a mobilidade. “O projeto chama atenção às etapas da extração de recursos, manufatura e descarte, e a importância das pessoas atuarem de maneira mais reflexiva, sendo efetivamente prosumers, ou seja, consumidores mais proativos durante todo processo de consumo”, ressalta Arruda.


Foto: Divulgação


Foto: Divulgação


Foto: Divulgação

Os trabalhos serão expostos em Curitiba entre os dias 18 e 23 de novembro, na Carmesim Espaço de Arte e Design. Depois disso, a mostra deve seguir para São Paulo.



Fonte: CicloVivo



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